Está tudo aqui. Preto e branco e vermelho, por todas as vezes que aquelas palavras não foram ditas.
26 de setembro de 2013
25 de setembro de 2013
Racionalidade Inútil
O ser
humano tem uma natureza enervante, não intencionalmente. Irritam-me, estando eu
própria incluída neste grupo insuportável.
Pensamos
demais o que nos complica a vida. A tomada de decisões torna-se numa tarefa
difícil, a simplicidade é transformada em bichos
de sete cabeças, o óbvio em situações de vida ou de morte.
Impedimo-nos
de viver, de aproveitar os curtos momentos agradáveis devido aos "senãos" associados, negando-nos a possibilidade de alcançar a felicidade.
Assim,
apenas temos percepção da infelicidade, dependendo de cada um o modo como ela
nos afecta.
Talvez
seja esta a maldição da racionalidade…
19 de setembro de 2013
Sadness and Sorrow
“É um sentimento estranho. Estou triste, chateado, desanimado. Mas o culpado sou eu mesmo.”
~Asteroth l Psicopata Anônimo
18 de setembro de 2013
Desabafos da madrugada
Engraçado como as alegrias de outrem me podem trazer tanta tristeza... Egoísmo intolerável, o meu!
"Egoísmo não é viver à nossa maneira, mas desejar que os outros vivam como nós queremos."
Oscar Wilde
12 de setembro de 2013
Heima
“Lisboa, 12 de Setembro de 2013
Querida Mente,
Conheces-me, sabes quais os meus vícios e as minhas características.
Portanto, compreendo que me queiras satisfazer a minha tendência masoquista alimentando
a minha necessidade de tristeza, e, por mais que aprecie a minha depressão, penso
que está na altura de a acalmar.
Por isso, peço-te, imploro-te que pares! Que pares de me
trazer sentimentos nostálgicos, esperanças de futuros impossíveis e memórias dolorosas.
Chega! Isto tem que acabar! Eu não consigo suportar tal
tortura, à qual me submetes vezes e vezes sem conta.
Esta dor já se prolonga à demasiado tempo…
Beijos,
Zen** ”
8 de setembro de 2013
Palavreado Presunçoso
Aclamam a igualdade entre sexos, mas, no entanto, não
passa de palavreado presunçoso. A mulher moderna continua a ser rebaixada e
desvalorizada, aquando se segue uma mentalidade baseada em morais antigos. Nem
todos os valores são intemporais, alguns requerem uma evolução para poderem
acompanhar uma mentalidade mais contemporânea e compreensível.
A mulher é criticada, inúmeras vezes, quando adopta
comportamentos “masculinos”, a sua integridade é difamada e as suas atitudes depreciadas.
Ao contrário do que se verifica no homem, na qual as mesmas atitudes já são símbolo
de masculinidade e poder. Então onde está a tão reconhecida igualdade?
Em ambos os casos, há atitudes correctas e erradas,
independentemente do sexo do indivíduo, e a sua distinção é da responsabilidade
de cada um e dos morais que defendem, nunca esquecendo que ambos os sexos têm (supostamente) os mesmos direitos.5 de setembro de 2013
Hipocrisia #1
"Eu não concordo, mas não crítico". No entanto, vou expressar a minha opinião extremamente reprovadora quanto ao assunto. Mas ATENÇÃO eu não estou a criticar. ;)
4 de setembro de 2013
Desabafos da madrugada
Devíamos pensar em todos os nossos erros do passado antes de criticar as atitudes de outrem, principalmente quanto tão pouco sabemos sobre esse pecador...
3 de setembro de 2013
Belief by John Mayer
Todos nós possuímos crenças, convicções que aceitamos como moralmente e eticamente correctas. Teoricamente, defendemo-las e actuamos segundo as suas premissas, de modo a mantermos a nossa consciência limpa e livre de arrependimentos.
Mas sendo as crenças pessoais, quais os critérios que as definem como aceitáveis e correctas?
Não considero as minhas crenças como erradas e tenho ideais correctos e, praticamente, inflexíveis. Sou da opinião que as defenderei até que a morte nos separe. No entanto, nos últimos tempos tenho me comportado contrariamente aos meus próprios ideais, mesmo sabendo que essas atitudes não são as mais correctas, pelo menos aos meus olhos.
Pergunto-me como é possível chegar a uma situação de tal modo extremista que passamos a despeitar-nos por completo. Cria sentimentos de ódio, repugnância e culpa, desestabilizando o meu estado emocional, o que não contribui para a cura da minha depressão.
Espero que esta fase de “rebeldia” termine rapidamente.
"O que há de bom ou mau em qualquer crença, «qualquer», é o modo como se crê. O bem ou o mal estão no psiquismo do crente, não na crença."
Fernando Pessoa
13 de agosto de 2013
Desabafos da madrugada
Se o verdadeiro triste é aquele que, outrora, já presenciou a felicidade, pergunto-me porque não tenho memórias da mesma...
9 de agosto de 2013
Last Resort
É uma fuga do desespero, que, rapidamente, se transforma numa necessidade.
É um vicio... E, como todos os vícios, difícil de se libertar do mesmo.
É um problema, e não um modo de exibição. A sua cura requer muita força de vontade, muito apoio, e, mesmo assim, podem nunca se libertar completamente do mesmo.
No entanto, existem muitos que o fazem unicamente como exibicionistas, sendo por culpa desses que os que praticam auto-mutilação, como refugio da dor, não são respeitados. É por causa deles que esse problema tão real é considerado uma mania.
Auto-mutilação não é uma moda, nem um modo de se destacarem na sociedade. Não se tornam "diferentes" por o praticarem. Mas, sim, um pedido de ajuda, um grito por socorro...
26 de julho de 2013
Blackbird
A liberdade deve ser maravilhosa...
Basta observarmos os pássaros para a compreendermos, a esvoaçarem livremente para onde quiserem, quando quiserem...
Caso contrario, porque cantariam tanto?
15 de julho de 2013
Pain
Aparentemente, sou uma masoquista.
Quanto mais sei sobre o que me magoa mais o faço.
E pergunto-me porquê? Podia parar de o fazer... Mas não quero!
Tenho uma grande dependência da dor. Necessito dos apertos no coração, das náuseas, das lágrimas incessantes, do liquido vermelho a abandonar o meu corpo.
Talvez para ter a certeza que ainda estou viva, que ainda sinto, que tudo não passa de um pesadelo (infelizmente)...
Mas questiono-me se realmente preciso de tudo isto, ou se sou apenas uma viciada em depressões. Ou, talvez, porque tristeza é o único sentimento com que estou familiarizada e sem ela apenas me restará a apatia.
"Cuidado com a tristeza. Ela é um vício."
Gustave Flaubert
14 de julho de 2013
Poética perfeição
"Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui… além…
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente…
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!…
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois, se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder… pra me encontrar…"
Haverá maior perfeição que os versos de Florbela Espanca?
Amar só por amar: Aqui… além…
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente…
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!…
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois, se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder… pra me encontrar…"
Haverá maior perfeição que os versos de Florbela Espanca?
13 de julho de 2013
A Dor da Vergonha
Nos meus momentos de solidão, por vezes, sou arrebatada por uma devastadora vergonha. Surge repentinamente e sem nenhuma razão de ser. Ocorre apenas, e é de tal modo grandiosa que provoca dor.
Poderá ser uma emoção residual, associada a memórias recalcadas que acordam por milésimas de segundo, voltando rapidamente ao seu estado rochoso. Desaparecem tão depressa quanto surgem, impedindo-nos de as associar a imagens e apenas libertam esse mau estar.
São momentos dolorosos, absurdos e inexplicáveis...
12 de julho de 2013
Missing
Se não podemos perder o que nunca tivemos, como podemos sentir saudade do que nunca vivemos?
"Saudade é amar um passado que ainda não passou. É recusar o presente que nos magoa. É não ver o futuro que nos convida."
Pablo Neruda
10 de julho de 2013
Malditas palavras mal ditas!
Mentiras… Sempre acreditamos nelas. Criam esperanças, tornam-nos cegos e submissos à sua falsa veracidade. Submetemo-nos às mesmas e destruímos o nosso orgulho por um bem maior. Ou assim acreditamos.
Mas no fundo sempre desconfiamos dessas palavras ocas, e quando a cegueira acaba apercebemo-nos do quão enterrados estamos. Tão profundamente que nem conseguimos ver claramente a luz do dia. Dificulta-nos a respiração e as altas pressões comprimem drasticamente as nossas vísceras. Surge uma dor imensa.
Descobrirmos que as nossas suspeitas tinham razão de ser, que tudo aquilo, em que outrora acreditámos, não passou de um vómito de mentiras repugnantes. Ficamos angustiados e irritados connosco mesmos por termos tido crenças em vão.
Qual será a necessidade de nos enganarem tanto? Trará algum benefício, algum sentimento de realização aos mesmos?
E com tais descobertas pergunto-me: é preferível a dor da ignorância ou a dor do conhecimento?
“Tão pobres somos que as mesmas palavras nos servem para exprimir a mentira e a verdade!”
Florbela Espanca
7 de julho de 2013
Samskeyti
Sinto um vazio.
Perdi algo pelo caminho e nem dei por isso. Deslizou lentamente pela minha mão dormente. Dissolveu-se no tempo e apenas a dúvida ficou, a flutuar nas águas amarguradas. Deixou um sentimento agonizante a nostalgia. Uma saudade do desconhecido.
Por mais que mergulhe até aos confins das minhas memórias apenas encontro a escuridão, a dúvida, o silêncio. Não consigo encontrar nada. Nem uma pista que me facilite a identificar essa parte do meu ser perdido.
Algo me falta, mas não sei o quê…
Subscrever:
Mensagens (Atom)


