Comparemos felicidade com a caça de borboletas sob a vista de um coleccionador.
Sabem muito sobre este espécime e, através desse conhecimento, decidem quais é que querem para a sua colecção. Após a decisão vão à sua procura.
Sabem muito sobre este espécime e, através desse conhecimento, decidem quais é que querem para a sua colecção. Após a decisão vão à sua procura.
E assim começa a caça!
Esperam pacientemente e quando a encontram, apanham-na com movimentos ágeis e com o "timing" perfeito. Assim ficam estas belas criaturas presas nas redes, na sua sentença de morte.
Para manterem a sua beleza são colocadas em vitrinas, depois de mergulhadas em inúmeros produtos que irão conservar a sua aparência inicial. Mas com o tempo essas características desvanecem, ficam enrugadas e envelhecidas, com cores mórbidas... Observá-las torna-se enfadonho. Transformam-se, rapidamente, em lixo o que requer uma nova caça. Porque o que é velho e defeituoso, o que é habitual não nos contenta... O que queremos é a novidade, o que não temos.
É isso o que nos trará felicidade!
Mas nunca a vamos conseguir agarrar, escapar-se-á sempre por entre os nossos dedos. Mesmo tendo conhecimento de como a obter, nunca a capturemos, porque a felicidade não foi feita para ser sentida mas, sim, sonhada.
Assim, eu sei como a poderia alcançar, sonho recorrentemente com tal felicidade, mas também sei que a mesma é impossível… Porque nunca te terei…
"Don't go, tell me that the lights won't change,
Tell me that you'll feel the same, and we'll stay here forever,
Don't go, tell me that the lights won't change,
Tell me that it'll stay the same..."
~Flight Facilities


