19 de janeiro de 2014

Leave It Unspoken


Por momentos, foi a falta delas... 
Agora arrependo-me de ter descodificado os silêncios...


8 de janeiro de 2014

My New Addiction

 Um novo tique, um novo vício.
Dou por mim a morder convictamente o lábio inferior. A morder até sangrar.  
E por mais que tenha a consciência de que o estou a fazer não o consigo evitar. 
Origina uma dor prazerosa que tenho a  necessidade de prolongar.
Talvez esta nova mania se tenha desenvolvido devido ao stress que ando a vivenciar nestas ultimas semanas. Talvez seja apenas mais uma escapatória masoquista aos problemas que procuro evitar...

4 de janeiro de 2014

Tic Tac Tic Tac...


A vida são dois segundos, limitada a um tempo que voa, que passa repentinamente. É mal aproveitada e desperdiçada, apenas reconhecendo o seu devido valor no leito da morte.
No entanto, apercebemo-nos da sua má utilização no nosso dia a dia, quando reflectimos sobre as nossas acções, sobre o nosso passado. Perdemos tanta coisa pelo caminho. Deixamos escapar tantas aventuras e oportunidades únicas, apenas restando os “e se?”.
No fundo, nascemos para morrer, sendo poucos aqueles que conseguem descobrir a essência da vida, a razão pela qual estão neste mundo. Os restantes, devido ao desperdício da nossa existência, muito provavelmente voltariam atrás no tempo para refazer a sua história.

3 de janeiro de 2014

2 de janeiro de 2014

Miserável Existência


Somos míseros seres insignificantes e imperfeitos. A nossa existência resume-se numa pequena porção de tempo que rapidamente acaba, extinguindo-se repentinamente. Ocorremos como irracionais racionais, já que a nossa exclusiva racionalidade falta em demasia. Adoentados com a síndrome de Deus, pensamos erradamente que controlamos o mundo e que somos o seu centro. No fundo, somos unicamente bocados de carne figurados que ambulam nesta Terra com a falsa ideia de que existimos.

30 de dezembro de 2013

Devilish


Nunca compreenderei quem me categoriza como boa pessoa, é uma ridícula opinião sobre a minha humanidade. Talvez a sua conclusão provenha do reflexo da minha boa educação para com algumas pessoas, no entanto, não deixam de estar redondamente errados. 
Tenho uma mente psicótica, com ideias perversas (não no sentido depravado da sua definição) que alimentam o meu sadismo, por vezes com escalas assustadoras. Sou respondona, originando facilmente discussões imbecis, irritações desnecessárias e frustrações sem sentido. Gosto de provocar medo e desconforto em terceiros devido á minha síndrome de superioridade. Nunca estou satisfeita, sou perfeccionista para com os outros e não para comigo, tornando-me continuamente descontente com tudo e todos, com o mundo. Anseio sempre por aquilo que não tenho. Tudo para mim é um bicho-de-sete-cabeças e uma tempestade num copo de água, o que justifica os meus amuos inexplicáveis. Sou invejosa e ciumenta. Odeio seres humanos, desejo mal a quem não gosto e apenas ajudo quando me convém ou em momentos esporádicos de bondade. Minto constantemente, sem sentir culpa ou desconforto. Tenho maioritariamente morais errados.
Tudo isto, e muito mais, tornam-me, sem dúvida, indigna da designação de boa pessoa. Portanto, só posso tirar duas possíveis conclusões: ou não me conhecem verdadeiramente ou a minha definição de boa pessoa não é equivalente a deles.

27 de dezembro de 2013

Inside Demons

Imagina um espelho capaz  de reflectir a tua personalidade... 
Terias coragem de ver?

26 de dezembro de 2013

Just Another S***** Day

Nem todos os dias tenho vontade de rir, de conversar e de levar tudo na brincadeira... 
Hoje é um desses dias...

16 de dezembro de 2013

Special K #4 FINALE


Acordei atordoada. Senti o meu corpo pesado e dormente, contorcendo-se contra a rigidez do mesmo. Respirei profundamente e minúsculas partículas de pó apoderaram-se das minhas narinas, originando um cheiro áspero e agonizante. Ao abrir os olhos, ainda cansados, apercebi-me que tinha adormecido no tapete da sala. No entanto, não me lembrava de como tinha lá chegado.
Levantei-me a custo, apoiando-me no sofá duro, de modo a não cair devido às tonturas que confundiam a minha visão e equilíbrio. Sentia-me fraca, enjoada, doente. Estava de ressaca.
Com o peso do corpo apoiado contra a parede e arrastando os pés no chão, dirigi-me em passo lento até á casa de banho. Evitei o meu reflexo no espelho, pois desconfiava da minha aparência. Um tom de pele extremamente pálido, uns olhos ensanguentados e umas olheiras proeminentes. Passei a mão pelo cabelo, sentindo-o empapado, resultado de uma noite atordoada.
Entrei na banheira ainda com a roupa vestida, colocando-me por baixo da água corrente. A sua temperatura gélida queimava-me a pele e provocava-me arrepios que se difundiam pelos meus músculos e ossos, fazendo os meus dentes estremecerem incontrolavelmente. Estava a castigar-me pela minha recaída de proporções universais, pela desilusão que a Rose sentiria se me visse neste estado decadente, uma possibilidade que me aterrorizava.
As minhas memórias encontravam-se desalinhadas, incompletas, enubladas. Reduzidas a pequenos fragmentos sem sentido, sem noção do tempo. Não sabia que dia era, nem quantos tinham passado.
De corpo e roupas ensopadas, dirigi-me para o quarto, deixando um rasto de pegadas de água no soalho. Despejei o conteúdo da minha mala para cima da cama, com o intuito de encontrar mais facilmente o telemóvel, o qual se encontrava desligado. E assim permaneceu. Ignorei as minhas dúvidas quanto ao dia em que me encontrava assim que vi as horas no relógio digital que se encontrava na mesa-de-cabeceira ao lado da minha cama. Se me despachasse ainda conseguiria visitar a Rose.
Vesti umas roupas secas e limpas e escovei rapidamente o cabelo, apanhando-o num rabo-de-cavalo desmazelado de modo a disfarçar o seu mau aspecto. Peguei no casaco de cabedal, nos óculos de sol e no mp3 e sai de casa. Num passo acelerado dirigi-me até á paragem de autocarro, enquanto colocava os phones nos ouvidos e o volume no máximo.
Á medida que me aproximava do hospital, a ansiedade aumentava. Tinha medo de a ver. Não tinha uma razão que justificasse a minha ausência por um período de tempo cuja duração me era uma incógnita. Respirei fundo e ao remexer no interior dos bolsos do meu casaco encontrei o que restava de um maço de tabaco. Acendi um dos cigarros acidentados e fumei-o apressadamente.
Percorri os mesmos corredores que das outras vezes, senti a mesma náusea e desconforto, ouvi os mesmos sons de pessoas que se queixavam de dores ou de familiares que vociferavam o seu descontentamento por alguma razão que não tentava compreender.
O mesmo segurança encontrava-se á porta e ao ver-me fez um ar admirado. Teria passado assim tanto tempo?
- Boa tarde. Que faz aqui?
- Vim passear ao hospital, o cheiro a morte e as paisagens de pessoas moribundas alegram-me o dia. – Respondi friamente, arrependendo-me segundos após o ter feito. Possuía um certo conforto com ele, talvez por todas as vezes que já lá tinha ido, talvez por ter sido o primeiro que socorreu ao meu grito de ajuda quando entrei com o corpo da Rose nas urgências, o que me permitiu ser rude. – Vim ver a Rose, como das outras vezes.
- Ninguém te disse o que aconteceu?
- O que aconteceu? O quê? Ela já foi recambiada para a clínica de reabilitação?
- Não… Não foi isso. – O seu olhar triste, trespassou-me a alma. –Susana…
Não o deixei terminar a frase, corri em direcção ao quarto da Rose, nas esperanças de ele estar errado. Entrei no quarto, e no lugar da Rose encontrava-se um desconhecido.
- Onde está a rapariga deste quarto? – Perguntei agarrando-me á primeira enfermeira que por ali passou.
- Desculpe, mas a menina não pode estar aqui, vai ter que sair.
- Por favor, diga-me só onde é que ela está… Ela chamava-se Rose…
- Lamento. Ela morreu há dois dias atrás.
A minha visão tornou-se instável e as minhas pernas perderam a força. Os sons á minha volta assemelhavam-se a ecos e nada mais fazia sentido. Apenas conseguia relembrar o dia em que entrei naquele hospital com o corpo moribundo da Rose aos meus braços. Relembrar o medo e o desespero. As lágrimas que não secavam. Os gritos de socorro e ajuda que todos ignoraram. As rezas a Deuses inexistentes para que ela acordasse e para que tudo ficasse bem. Para que ele ficasse bem. Teria dado a minha vida por ela…
Voltei á realidade, acordei deitada numa cama de hospital com o segurança ao meu lado. Ofereceu-me um copo com água e açúcar. Por momentos ficamos em silêncio.
- Sabes há quanto tempo é que não vinhas cá?
Abanei a cabeça negativamente.
- Há 15 dias… A Rose andava preocupadíssima contigo, de tal maneira que quase que roía os ossos dos dedos. – Soltou uma pequena risada, como se uma lembrança agradável lhe tivesse surgido.
- Que aconteceu?
- Foi encontrada na sala dos medicamentos… Conseguiu roubar a chave a um dos enfermeiros e quando deram pela falta já era tarde de mais.
- Irónico. – Ri-me. Parecia uma lunática. – Foi exactamente pela mesma causa que a fez cá chegar…
- Lamento. Lamento imenso!
Sai da cama:
- Obrigada. Por tudo.
Sorriu amigavelmente como resposta.
- E espero não te voltar a ver… - Gracejei, fazendo-o libertar umas poucas gargalhadas.
Despedi-me e arrestei-me para fora do hospital.

(…)

- Estou limpa há meio ano! Diz lá que não estás orgulhosa de mim?! - Conversava animadamente com a Rose.
Não, não estava doida. Nem morta! Estava no cemitério, a arruinar o arranjo floral que a mãe da minha melhor amiga lá tinha deixado.
- Um dia destes grafito-te a campa. – Ri-me, enquanto desorganizava as flores. – A tua mãe matar-me-ia, mas seria por uma boa causa!
Olhei para a fotografia, que despertou um sentimento nostálgico. Relembrei o mês que passou após a descoberta da sua partida. Dias superados às escuras, fechada no quarto. A ouvir música constantemente para abafar o som dos meus soluços de desespero. As horas passadas a chorar, intercaladas com as que dormia devido á fraqueza. A desmotivação para a vida, a vontade de acabar com tudo e desistir. Tinha sido uma injustiça. Era uma injustiça. Ela ter ido e eu ter ficado. Devia ter sido o oposto, já que ela sempre fora melhor pessoa que eu. Mas exactamente por isso que eu decidi viver e lutar, para honrar a sua outrora existência, tentando ser melhor do que alguma vez fui. Por ela e por mim. Suspirei. Olhei mais uma vez para a campa antes que desaparecesse do meu campo de visão, á medida que me aproximava da saída.
Tinha tantas saudades dela…

The End

15 de dezembro de 2013

Red Eyes & Red City


"Vermelho é a cor da vida. É sangue, paixão, raiva. É o fluxo menstrual e após o nascimento. Inícios e fins violentos. O vermelho é a cor do amor. Corações batendo e lábios famintos. Rosas, dias de São Valentim, cerejas. Vermelho é a cor da vergonha. Faces carmesim e sangue derramado. Corações partidos, veias abertas. Um desejo ardente de voltar ao branco." 
Mary Hogan

9 de dezembro de 2013

Desabafos da Madrugada

Estava a reflectir sobre a minha depressão. Devo-lhe muitos momentos de inspiração, que a medicação matou (juntamente com alguns neurónios e, talvez, o meu fígado). Por outro lado, a minha fuga à mesma tem estado controlada (nenhuma recaída em dois meses, o que para mim é muito). No entanto, não posso agradecer unicamente à medicação pelo enjaulamento deste vício. 

Há pouco tempo atrás, tive uma grande recaída emocional sobre a qual tive que falar à psicóloga (e, infelizmente, também a demonstrei). Nessa vez tive força suficiente para não recorrer ao meu escapamento emocional, o que a deixou orgulhosa de mim.
Não sei se foi pelo sentimento de aceitação que me proporcionou, pela ideia que ainda consigo fazer alguma coisa bem, mas desde esse dia que não penso tanto nesse vício, e por isso tenho que lhe agradecer, de certo modo…

E, apesar de ainda me questionar se realmente quero ficar curada da minha depressão, pelo menos sei que esse método para atenuar a dor emocional está suficientemente bem acorrentado, pelo menos por agora.

4 de dezembro de 2013

3 de dezembro de 2013

Em Movimento


Não gosto da monotonia, tendo efeitos desesperativos a longo prazo. Permanecer prolongadamente nas mesmas situações cansa-me e estar sempre nos mesmos sítios aborrece-me. Torno-me ansiosa por novidades, independentemente do que forem.
Necessito de estar em constante movimento, quer seja físico, emocional e/ou mental. E uma pausa duradoura torna-se dolorosa. 
Não sou um ser estático e, por isso, não vou ficar aqui para sempre. Portanto, é melhor apressares-te!