10 de março de 2014

Talvez...

*Não, não tem razão. Sou pessimista e mesmo assim cheguei onde cheguei. Os resultados não foram sempre negativos. Visto bem, eu entrei no curso que queria, não foi? O posterior a isso em nada está relacionado com essa característica da minha personalidade.
É uma perda de tempo tentar persuadir-me a deixar de o ser. É uma das minhas características mais marcadas, resultado de um relacionamento de vinte anos. E vinte anos é muito tempo…
Ser pessimista é ser realista, já que a vida é apenas injusta e maliciosa. É o que me protege, que me permite manter os pés na terra, impedindo-me de sonhar alto e, consequentemente, de cair violentamente. Assim, prefiro rastejar pelo chão, toda a minha vida, pois dele não passo.
É um traço da minha personalidade profundamente interiorizado no meu ser, no meu sangue. Assim como a depressão. Sem eles, não sou eu. Perco toda a minha essência, que sejamos sinceros, é quase inexistente. Por isso, não quero mudar, não me quero curar. Quero que me deixem em paz, a ser a merda de pessoa que sou. Que deixem de opinar sobre a minha vida, sobre mim.
O que quero é desistir. De tudo. Disto. Destas consultas que apenas me revoltam mais. Quando estiver pronta, voltarei.*

- Sim, é isso. Tem razão.

"Depois de um ano em terapia o meu psiquiatra disse-me: "Talvez a vida não seja para todos
~Larry Brown

8 de março de 2014

Faking Happiness

Há uns que recorrem a métodos naturais, eu uso produtos químicos, venenos receitados que me corroem o organismo, apenas para evitar uma morte eminente mais precoce...
Valerá a pena?

2 de março de 2014

É Como Ter Saudades De Um Local Em Que Nunca Esteve

Sente inexplicavelmente, numa solidão arrebatadora. Procura a liberdade, uma luz que a guie para um mundo inexistente. Deseja voar, ir para longe, para onde a felicidade finalmente se encontra. A felicidade, a paz, a claridade que permite curar a cegueira, tornando possível ver o que realmente importa. Onde finalmente se sentirá em casa. Mas não consegue. Presa por correntes que impedem a sua movimentação, pelo seu peso, pela força com que apertam as suas articulações. E assim fica, para toda a eternidade, presa numa escuridão pesada, num silêncio aterrador, numa solidão absoluta. Presa a um corpo em degradação, presa a uma mente obscura.


"Pensava que eram meras saudades de casa, até começar a senti-lo em casa."
 ~John Lennon

1 de março de 2014

It Was Never About Her, It Was About The Hurt

E já passou um ano...

"I kill myself in small amounts
In each relationship it's not about love.
Just another funeral and just another girl left in tears...
"
~"They Said That Hell's Not Hot" by Marilyn Manson

19 de fevereiro de 2014

The "Law"

Antigamente não gostava de policias.
Actualmente, continuo a não gostar deles...

13 de fevereiro de 2014

NO ONE CARES

Por vezes esqueço-me da dura realidade que descobri ainda em criança:
Ninguém quer saber!

1 de fevereiro de 2014

Musica Antes De Mais Nada

"Pouco importam as notas na música, o que conta são as sensações produzidas por elas."
Leonid Pervomaisky 

28 de janeiro de 2014

19 de janeiro de 2014

Leave It Unspoken


Por momentos, foi a falta delas... 
Agora arrependo-me de ter descodificado os silêncios...


8 de janeiro de 2014

My New Addiction

 Um novo tique, um novo vício.
Dou por mim a morder convictamente o lábio inferior. A morder até sangrar.  
E por mais que tenha a consciência de que o estou a fazer não o consigo evitar. 
Origina uma dor prazerosa que tenho a  necessidade de prolongar.
Talvez esta nova mania se tenha desenvolvido devido ao stress que ando a vivenciar nestas ultimas semanas. Talvez seja apenas mais uma escapatória masoquista aos problemas que procuro evitar...

4 de janeiro de 2014

Tic Tac Tic Tac...


A vida são dois segundos, limitada a um tempo que voa, que passa repentinamente. É mal aproveitada e desperdiçada, apenas reconhecendo o seu devido valor no leito da morte.
No entanto, apercebemo-nos da sua má utilização no nosso dia a dia, quando reflectimos sobre as nossas acções, sobre o nosso passado. Perdemos tanta coisa pelo caminho. Deixamos escapar tantas aventuras e oportunidades únicas, apenas restando os “e se?”.
No fundo, nascemos para morrer, sendo poucos aqueles que conseguem descobrir a essência da vida, a razão pela qual estão neste mundo. Os restantes, devido ao desperdício da nossa existência, muito provavelmente voltariam atrás no tempo para refazer a sua história.

3 de janeiro de 2014