7 de maio de 2014

Desabafos da Madrugada #28


Fiquei a matutar no assunto, sem qualquer motivo justificável. Pois, no fundo, é apenas mais um ponto na minha lista infindável de defeitos.

"I cannot maintain a semblance of normal anymore
I'd rather feel pain than try to fit in with you anymore
I'll throw it all away like everybody else
I can finally be myself  'cause I don't want to be myself"
~"Gehenna" by Slipknot

27 de abril de 2014

0 To 5

A musa da minha escrita é o meu estado emocional, funcionando de maneira estranha e instável.
No meu estado “normal”, a inspiração por ela proporcionada é inconstante, intermitente.
Por outro lado, ela e a felicidade não são grandes amigas, entrando em conflito, impedindo a escrita de se desenvolver.
A sua grande paixão é pela minha depressão, onde surge energeticamente, com excesso de ideias que se atropelam umas às outras. Mas quando o desespero constante é o que consome o meu humor, a inspiração permanece lá, as ideias multiplicam-se, mas a vontade de escrever dissipa-se.

Actualmente, eu não consigo escrever.

19 de abril de 2014

Owari

“- Porque é que só escreves dramas? 
- Porque a vida não tem um final feliz…”

17 de abril de 2014

One Sided Love

É um escudo que nos protege dos outros e de nós próprios, dos nossos sentimentos irracionais. Permite impossibilitar o desenvolver de afectos profundamente significativos por outrem, que o tornaram incondicionalmente especial. Impede-nos de vivenciar, novamente, um sofrimento outrora experimentado; de sermos, mais uma vez, os desfeitos e lacerados, esmagados pela dor.
Amar” torna-se, portanto, numa capacidade impossibilitada, pausada no tempo, por sonhos que nunca se concretizarão.


28 de março de 2014

Ich Bin Da

Hey!
Desculpa por ser uma amiga de merda...


"Sometimes I'm a selfish fake,
You're always a true friend,
And I don't deserve you cause I'm not there for you.
Please, forgive me again...
I wanna be there for you,
Someone you can come to...
It runs deeper than my bones,
I wanna be there for you..."
~"There For You" by Flyleaf

24 de março de 2014

I'm Not Sober All The Time...

Acordei atordoada, desorientada, incapaz de reconhecer o local onde me encontrava. Os meus olhos examinaram o local, estranhando aquelas paredes, aquela luz, aquela divisão.
"Estou morta?" Pensei
Mas a resposta foi não, infelizmente.
O reacender da minha memória foi o que me permitiu voltar à realidade, dissipando a confusão que se tinha instalado na minha mente e que, aparentando uma eternidade, apenas durou uns míseros segundos.
Acordei, sendo, mais uma vez, obrigada a existir.

19 de março de 2014

Desabafos da Madrugada #19

Dê-me uma lâmina para poder ressuscitar parte da minha ingénua felicidade infantil...

"Ela estava a sangrar. Linhas perfeitas atravessavam os seus pulsos, longe de todas as veias cruciais. Mas suficiente perto para deixar faixas vermelhas e molhadas na sua pele. Não acertou em nenhuma das suas veias quando o fez; a morte não era o seu objectivo."
~Richelle Mead
 "Academia de Vampiros"

18 de março de 2014

I'm Not A Serial Killer, Trust Me


Hoje, tive uma vontade psicopata.
Um vaipe meramente mental, enquanto me deslocava para a faculdade.
Apeteceu-me atirar o cigarro aceso, que ainda fumava, para uma bomba de gasolina pela qual passo no meu percurso rodoviário.
Apeteceu-me ouvir a explosão, os gritos histéricos resultante do pânico instalado nas redondezas, suficientemente longe para não serem afectados pela mesma.
Apeteceu-me tudo isto, num mundo em que eu não fosse afectada, de modo a poder assistir à tal desgraça. Mas também pouco me importou ser prejudicada pela minha atitude mórbida, pouco me importou a minha morte. Apenas a morte dos outros me pareceu extremamente apetecível.
Mas tudo não passou de um sonho momentâneo.
Pois, hoje, tive uma vontade psicopata.

15 de março de 2014

Cryin

Gostava de tirar um dia. Um dia para chorar. Para não fazer mais nada senão chorar. Chorar até secar a alma, chorar até cegar a visão, chorar até desmaiar num sono profundo. Chorar por tudo o que foi, por tudo o que será. Por tudo o que é e o que não é. Chorar até dissipar todas as nostalgias, todas as palavras não ditas, todas as mentiras. Por todos os falhanços e por todas as conquistas. Por toda a minha vida. Chorar até não sentir mais nada. Chorar até não ser mais eu. Chorar até renascer, para poder viver mais um dia.

10 de março de 2014

Talvez...

*Não, não tem razão. Sou pessimista e mesmo assim cheguei onde cheguei. Os resultados não foram sempre negativos. Visto bem, eu entrei no curso que queria, não foi? O posterior a isso em nada está relacionado com essa característica da minha personalidade.
É uma perda de tempo tentar persuadir-me a deixar de o ser. É uma das minhas características mais marcadas, resultado de um relacionamento de vinte anos. E vinte anos é muito tempo…
Ser pessimista é ser realista, já que a vida é apenas injusta e maliciosa. É o que me protege, que me permite manter os pés na terra, impedindo-me de sonhar alto e, consequentemente, de cair violentamente. Assim, prefiro rastejar pelo chão, toda a minha vida, pois dele não passo.
É um traço da minha personalidade profundamente interiorizado no meu ser, no meu sangue. Assim como a depressão. Sem eles, não sou eu. Perco toda a minha essência, que sejamos sinceros, é quase inexistente. Por isso, não quero mudar, não me quero curar. Quero que me deixem em paz, a ser a merda de pessoa que sou. Que deixem de opinar sobre a minha vida, sobre mim.
O que quero é desistir. De tudo. Disto. Destas consultas que apenas me revoltam mais. Quando estiver pronta, voltarei.*

- Sim, é isso. Tem razão.

"Depois de um ano em terapia o meu psiquiatra disse-me: "Talvez a vida não seja para todos
~Larry Brown

8 de março de 2014

Faking Happiness

Há uns que recorrem a métodos naturais, eu uso produtos químicos, venenos receitados que me corroem o organismo, apenas para evitar uma morte eminente mais precoce...
Valerá a pena?

2 de março de 2014

É Como Ter Saudades De Um Local Em Que Nunca Esteve

Sente inexplicavelmente, numa solidão arrebatadora. Procura a liberdade, uma luz que a guie para um mundo inexistente. Deseja voar, ir para longe, para onde a felicidade finalmente se encontra. A felicidade, a paz, a claridade que permite curar a cegueira, tornando possível ver o que realmente importa. Onde finalmente se sentirá em casa. Mas não consegue. Presa por correntes que impedem a sua movimentação, pelo seu peso, pela força com que apertam as suas articulações. E assim fica, para toda a eternidade, presa numa escuridão pesada, num silêncio aterrador, numa solidão absoluta. Presa a um corpo em degradação, presa a uma mente obscura.


"Pensava que eram meras saudades de casa, até começar a senti-lo em casa."
 ~John Lennon