17 de julho de 2014

Solidão Protectora

É óbvio quando alguém não quer nada connosco, de tal maneira óbvio que só mesmo a nossa cegueira para o negar. 
Eventualmente, apercebemo-nos do mesmo. Da onda que nos empurra numa corrente forte sem fim. Que nos afunda , obrigando-nos a lutar pela respiração, impedida pelos pulmões encharcados. Que nos sufoca, que nos afoga.
Morremos. Morremos sempre um pouco.
Ao renascermos, afastamo-nos. Escapamo-nos do perigo. Isolamo-nos, na esperança de uma sobrevivência facilitada. Mas o conhecimento de companhia apenas torna a solidão mais amarga. E, por mais pessoas que nos rodeiem, o sentimento de "só" nunca desvanece.
Vivendo neste medo de me voltar a ferir, torno impossível a seriedade se instalar. Fujo, desvio-me. Deixo de falar aos poucos, abusando dos monossílabos, calando os desabafos, tornando a minha vida desprovida de novidades. Torno o silêncio a minha língua materna. Afasto-me, afastando-os agressivamente de mim.
No final, volto ao meu estado primitivo: volto à solidão.

"Nobody likes you
Everyone left you
They're all out without you havin' fun
Everyone left you
Nobody likes you
They're all out without you havin'fun
Where'd you go?"
~"Homecoming" by Green Day

15 de julho de 2014

Spell Your Name With Songs


Zombie by The Cranberries
Everlong by Foo Fighters
Never Too Late by Three Days Grace

E o teu?

25 de junho de 2014

16 de junho de 2014

Let Me See Beneath Your Beautiful Tonight

Nunca será a ultima vez, pois não?
As lágrimas nunca sessarão, a dor nunca passará. 
É suposto ser assim? A vida dos infortunados? Em dor constante? Numa depressão infinita?
Talvez seja. Talvez seja a única coisa que nos definirá enquanto seres humanos e não puros objectos. Este sofrimento tão lacerante, como uma lâmina na pele, libertando lágrimas de sangue que secam externamente, mas permanecem a correr pelas veias da mente.
Uma mágoa que é unicamente divina para nós, por nós. Por mais razões que tenha, por mais objectos, pessoas, momentos que a provocam, haverá sempre aquele ponto fraco que nunca desaparecerá. 
Qual é o meu? Não interessa… Mas eu conheço-o e por mais que o tente recalcar, ele renasce inesperadamente, involuntariamente do meu consciente.
Nunca será a última vez, por mais promessas que faça, nunca será a última vez…

"I'm running away
And faster than you can follow me from this lonely place
And farther than you can find me
I'm leaving, yeah... I'm leaving today
I, I'll never let you find me
I'm leaving you behind with the past 
No I won't look back"
~"Running Away" by Midnight Hour

7 de maio de 2014

Desabafos da Madrugada #28


Fiquei a matutar no assunto, sem qualquer motivo justificável. Pois, no fundo, é apenas mais um ponto na minha lista infindável de defeitos.

"I cannot maintain a semblance of normal anymore
I'd rather feel pain than try to fit in with you anymore
I'll throw it all away like everybody else
I can finally be myself  'cause I don't want to be myself"
~"Gehenna" by Slipknot

27 de abril de 2014

0 To 5

A musa da minha escrita é o meu estado emocional, funcionando de maneira estranha e instável.
No meu estado “normal”, a inspiração por ela proporcionada é inconstante, intermitente.
Por outro lado, ela e a felicidade não são grandes amigas, entrando em conflito, impedindo a escrita de se desenvolver.
A sua grande paixão é pela minha depressão, onde surge energeticamente, com excesso de ideias que se atropelam umas às outras. Mas quando o desespero constante é o que consome o meu humor, a inspiração permanece lá, as ideias multiplicam-se, mas a vontade de escrever dissipa-se.

Actualmente, eu não consigo escrever.

19 de abril de 2014

Owari

“- Porque é que só escreves dramas? 
- Porque a vida não tem um final feliz…”

17 de abril de 2014

One Sided Love

É um escudo que nos protege dos outros e de nós próprios, dos nossos sentimentos irracionais. Permite impossibilitar o desenvolver de afectos profundamente significativos por outrem, que o tornaram incondicionalmente especial. Impede-nos de vivenciar, novamente, um sofrimento outrora experimentado; de sermos, mais uma vez, os desfeitos e lacerados, esmagados pela dor.
Amar” torna-se, portanto, numa capacidade impossibilitada, pausada no tempo, por sonhos que nunca se concretizarão.


28 de março de 2014

Ich Bin Da

Hey!
Desculpa por ser uma amiga de merda...


"Sometimes I'm a selfish fake,
You're always a true friend,
And I don't deserve you cause I'm not there for you.
Please, forgive me again...
I wanna be there for you,
Someone you can come to...
It runs deeper than my bones,
I wanna be there for you..."
~"There For You" by Flyleaf

24 de março de 2014

I'm Not Sober All The Time...

Acordei atordoada, desorientada, incapaz de reconhecer o local onde me encontrava. Os meus olhos examinaram o local, estranhando aquelas paredes, aquela luz, aquela divisão.
"Estou morta?" Pensei
Mas a resposta foi não, infelizmente.
O reacender da minha memória foi o que me permitiu voltar à realidade, dissipando a confusão que se tinha instalado na minha mente e que, aparentando uma eternidade, apenas durou uns míseros segundos.
Acordei, sendo, mais uma vez, obrigada a existir.

19 de março de 2014

Desabafos da Madrugada #19

Dê-me uma lâmina para poder ressuscitar parte da minha ingénua felicidade infantil...

"Ela estava a sangrar. Linhas perfeitas atravessavam os seus pulsos, longe de todas as veias cruciais. Mas suficiente perto para deixar faixas vermelhas e molhadas na sua pele. Não acertou em nenhuma das suas veias quando o fez; a morte não era o seu objectivo."
~Richelle Mead
 "Academia de Vampiros"

18 de março de 2014

I'm Not A Serial Killer, Trust Me


Hoje, tive uma vontade psicopata.
Um vaipe meramente mental, enquanto me deslocava para a faculdade.
Apeteceu-me atirar o cigarro aceso, que ainda fumava, para uma bomba de gasolina pela qual passo no meu percurso rodoviário.
Apeteceu-me ouvir a explosão, os gritos histéricos resultante do pânico instalado nas redondezas, suficientemente longe para não serem afectados pela mesma.
Apeteceu-me tudo isto, num mundo em que eu não fosse afectada, de modo a poder assistir à tal desgraça. Mas também pouco me importou ser prejudicada pela minha atitude mórbida, pouco me importou a minha morte. Apenas a morte dos outros me pareceu extremamente apetecível.
Mas tudo não passou de um sonho momentâneo.
Pois, hoje, tive uma vontade psicopata.

15 de março de 2014

Cryin

Gostava de tirar um dia. Um dia para chorar. Para não fazer mais nada senão chorar. Chorar até secar a alma, chorar até cegar a visão, chorar até desmaiar num sono profundo. Chorar por tudo o que foi, por tudo o que será. Por tudo o que é e o que não é. Chorar até dissipar todas as nostalgias, todas as palavras não ditas, todas as mentiras. Por todos os falhanços e por todas as conquistas. Por toda a minha vida. Chorar até não sentir mais nada. Chorar até não ser mais eu. Chorar até renascer, para poder viver mais um dia.