É óbvio quando alguém não quer nada connosco, de tal maneira óbvio que só mesmo a nossa cegueira para o negar.
Eventualmente, apercebemo-nos do mesmo. Da onda que nos empurra numa corrente forte sem fim. Que nos afunda , obrigando-nos a lutar pela respiração, impedida pelos pulmões encharcados. Que nos sufoca, que nos afoga.
Morremos. Morremos sempre um pouco.
Ao renascermos, afastamo-nos. Escapamo-nos do perigo. Isolamo-nos, na esperança de uma sobrevivência facilitada. Mas o conhecimento de companhia apenas torna a solidão mais amarga. E, por mais pessoas que nos rodeiem, o sentimento de "só" nunca desvanece.
Vivendo neste medo de me voltar a ferir, torno impossível a seriedade se instalar. Fujo, desvio-me. Deixo de falar aos poucos, abusando dos monossílabos, calando os desabafos, tornando a minha vida desprovida de novidades. Torno o silêncio a minha língua materna. Afasto-me, afastando-os agressivamente de mim.
No final, volto ao meu estado primitivo: volto à solidão.
"Nobody likes you
Everyone left you
They're all out without you havin' fun
Everyone left you
Nobody likes you
They're all out without you havin'fun
Where'd you go?"
~"Homecoming" by Green Day


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