Gostei de ti. Gostei muito de ti, sejamos sinceros, provavelmente até de mais. E, talvez, ainda goste.
Mas a minha patética opinião permite-me acreditar que é impossível afagar, por completo, os sentimentos que tivemos por outrem, principalmente se se tratar de uma grande paixão. É uma ideia ridícula, uma desculpa para justificar a incapacidade e teimosia das minhas emoções.
Deixei-me cair na tentação, numa tentativa de salvação. Colhi a flor que desabrochava no bouquet podre que é a minha vida. Mas esta morreu tão depressa quanto desabrochou. A queda livre tornou-se violenta, fazendo-me embater fortemente no chão irregular, ferindo-me.
Destabilizou-me emocionalmente, Estragou-me. Quebrou o que restava da boneca de porcelana que sobrevivia da minha infância. Avariou-me de tal modo que impediu qualquer tipo de arranjo. Tornou-me lixo. Mas, no fundo, não passou de mais uma grande laceração.
Agora, sinto-me inútil, dramatizando uma situação tão insignificantemente importante. Consequência da minha fraca personalidade. É uma estupidez. Tudo isto, toda a minha vida, todo o meu EU…
"Darling, I forgive you after all
Anything is better than to be alone
And in the end I guess I had to fall
Always find my place among the ashes"
~"Lithium" by Evanescence



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