28 de julho de 2014

Lessthanslashthree

De cinco em cinco anos, era o plano inicial. Fácil e economizador de dores. Mas, como tudo na vida, seria demasiado descomplicado se não surgissem uns quantos percalços que alterassem completamente o esboço inicial. Contratempos que têm ocorrido mais recorrentemente do que o desejado. 
Agora dou por mim, mais uma vez, a suspirar pelos cantos, a pensar nisso constantemente, a ser consumida pela angústia que acompanha estes sentimentos irracionais.
Ahhhh, odeio isto!

Desabafos da Madrugada #34

São quatro horas da manhã, mais coisa, menos coisa. Do outro lado da casa consegue-se ouvir o ressoar das respirações pesadas de quem já dorme. Eu, por outro lado, estou extremamente desperta, apoiada sobre o parapeito da janela aberta da cozinha.
Aprecio a vista que rodeia a casa dos meus pais enquanto fumo. Observo uma paisagem que não deslumbraria ninguém, mas cuja nostalgia a torna tão perfeita aos meus olhos. Deixo-me envolver pela brisa fresca da noite, tão acolhedora, e deleito-me com os ecos do seu silêncio.
É um momento de míseros segundos, tão longos quanto eu os desejar que sejam, durante os quais navego distraidamente nos meus  pensamentos ou apenas analiso todos os pormenores de um cenário físico que conheci toda a minha vida. Neste fragmento do tempo tudo está bem, tudo é possível, tudo é perfeito. Na simplicidade da calma que me rodeia, alcanço a paz . 
E assim se transforma num dos melhores momentos que vivi nos últimos tempos.

27 de julho de 2014

Desabafos da Madrugada #33

Ontem deitei-me cedo, por volta das dez horas da noite. Ocasião incomum, consequência do sono acumulado nos últimos tempos ou da depressão.
À meia noite, o meu relógio biológico, muito atordoado com a raridade da situação, decidiu acordar-me.
"Isto não são horas de estar a dormir!" Gritou revoltado.
Mas eu ignorei-o, virando-me para o outro lado e voltando a adormecer. No entanto, ele não se convenceu que essa era a decisão mais correcta e ás três da manhã decidiu acordar-me, de novo.
"Já dormiste as tuas cinco horas diárias! Por isso, toca a levantar!".
Desta vez, ele ganhou (como podem ver...).
Com um relógio biológico destes, todo alterado e extremamente indignado a mudanças, não é possível ter hábitos de sono saudáveis. Por outro lado, sou uma pessoa noctívaga, com os horários todos trocados, desde de bebé (a sério, perguntem aos meus pais!). E, apesar de estar incapacitada de dormir em paz, vou retorquir a minha natureza instável, tentando ganhar esta luta contra o sono inconstante, voltando para o conforto da minha cama. 
Por isso, boa noite e bons sonhos!

17 de julho de 2014

Solidão Protectora

É óbvio quando alguém não quer nada connosco, de tal maneira óbvio que só mesmo a nossa cegueira para o negar. 
Eventualmente, apercebemo-nos do mesmo. Da onda que nos empurra numa corrente forte sem fim. Que nos afunda , obrigando-nos a lutar pela respiração, impedida pelos pulmões encharcados. Que nos sufoca, que nos afoga.
Morremos. Morremos sempre um pouco.
Ao renascermos, afastamo-nos. Escapamo-nos do perigo. Isolamo-nos, na esperança de uma sobrevivência facilitada. Mas o conhecimento de companhia apenas torna a solidão mais amarga. E, por mais pessoas que nos rodeiem, o sentimento de "só" nunca desvanece.
Vivendo neste medo de me voltar a ferir, torno impossível a seriedade se instalar. Fujo, desvio-me. Deixo de falar aos poucos, abusando dos monossílabos, calando os desabafos, tornando a minha vida desprovida de novidades. Torno o silêncio a minha língua materna. Afasto-me, afastando-os agressivamente de mim.
No final, volto ao meu estado primitivo: volto à solidão.

"Nobody likes you
Everyone left you
They're all out without you havin' fun
Everyone left you
Nobody likes you
They're all out without you havin'fun
Where'd you go?"
~"Homecoming" by Green Day

15 de julho de 2014

Spell Your Name With Songs


Zombie by The Cranberries
Everlong by Foo Fighters
Never Too Late by Three Days Grace

E o teu?