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14 de janeiro de 2015

13 de janeiro de 2015

Desabafos da Madrugada #38

Aquele sorriso idiótico que ainda surge por razões estupidamente insignificantes. E por mais ridículo que seja, ainda sou livre de sonhar...


28 de julho de 2014

Desabafos da Madrugada #34

São quatro horas da manhã, mais coisa, menos coisa. Do outro lado da casa consegue-se ouvir o ressoar das respirações pesadas de quem já dorme. Eu, por outro lado, estou extremamente desperta, apoiada sobre o parapeito da janela aberta da cozinha.
Aprecio a vista que rodeia a casa dos meus pais enquanto fumo. Observo uma paisagem que não deslumbraria ninguém, mas cuja nostalgia a torna tão perfeita aos meus olhos. Deixo-me envolver pela brisa fresca da noite, tão acolhedora, e deleito-me com os ecos do seu silêncio.
É um momento de míseros segundos, tão longos quanto eu os desejar que sejam, durante os quais navego distraidamente nos meus  pensamentos ou apenas analiso todos os pormenores de um cenário físico que conheci toda a minha vida. Neste fragmento do tempo tudo está bem, tudo é possível, tudo é perfeito. Na simplicidade da calma que me rodeia, alcanço a paz . 
E assim se transforma num dos melhores momentos que vivi nos últimos tempos.

27 de julho de 2014

Desabafos da Madrugada #33

Ontem deitei-me cedo, por volta das dez horas da noite. Ocasião incomum, consequência do sono acumulado nos últimos tempos ou da depressão.
À meia noite, o meu relógio biológico, muito atordoado com a raridade da situação, decidiu acordar-me.
"Isto não são horas de estar a dormir!" Gritou revoltado.
Mas eu ignorei-o, virando-me para o outro lado e voltando a adormecer. No entanto, ele não se convenceu que essa era a decisão mais correcta e ás três da manhã decidiu acordar-me, de novo.
"Já dormiste as tuas cinco horas diárias! Por isso, toca a levantar!".
Desta vez, ele ganhou (como podem ver...).
Com um relógio biológico destes, todo alterado e extremamente indignado a mudanças, não é possível ter hábitos de sono saudáveis. Por outro lado, sou uma pessoa noctívaga, com os horários todos trocados, desde de bebé (a sério, perguntem aos meus pais!). E, apesar de estar incapacitada de dormir em paz, vou retorquir a minha natureza instável, tentando ganhar esta luta contra o sono inconstante, voltando para o conforto da minha cama. 
Por isso, boa noite e bons sonhos!

25 de junho de 2014

7 de maio de 2014

Desabafos da Madrugada #28


Fiquei a matutar no assunto, sem qualquer motivo justificável. Pois, no fundo, é apenas mais um ponto na minha lista infindável de defeitos.

"I cannot maintain a semblance of normal anymore
I'd rather feel pain than try to fit in with you anymore
I'll throw it all away like everybody else
I can finally be myself  'cause I don't want to be myself"
~"Gehenna" by Slipknot

19 de março de 2014

Desabafos da Madrugada #19

Dê-me uma lâmina para poder ressuscitar parte da minha ingénua felicidade infantil...

"Ela estava a sangrar. Linhas perfeitas atravessavam os seus pulsos, longe de todas as veias cruciais. Mas suficiente perto para deixar faixas vermelhas e molhadas na sua pele. Não acertou em nenhuma das suas veias quando o fez; a morte não era o seu objectivo."
~Richelle Mead
 "Academia de Vampiros"

14 de março de 2014

9 de dezembro de 2013

Desabafos da Madrugada

Estava a reflectir sobre a minha depressão. Devo-lhe muitos momentos de inspiração, que a medicação matou (juntamente com alguns neurónios e, talvez, o meu fígado). Por outro lado, a minha fuga à mesma tem estado controlada (nenhuma recaída em dois meses, o que para mim é muito). No entanto, não posso agradecer unicamente à medicação pelo enjaulamento deste vício. 

Há pouco tempo atrás, tive uma grande recaída emocional sobre a qual tive que falar à psicóloga (e, infelizmente, também a demonstrei). Nessa vez tive força suficiente para não recorrer ao meu escapamento emocional, o que a deixou orgulhosa de mim.
Não sei se foi pelo sentimento de aceitação que me proporcionou, pela ideia que ainda consigo fazer alguma coisa bem, mas desde esse dia que não penso tanto nesse vício, e por isso tenho que lhe agradecer, de certo modo…

E, apesar de ainda me questionar se realmente quero ficar curada da minha depressão, pelo menos sei que esse método para atenuar a dor emocional está suficientemente bem acorrentado, pelo menos por agora.

18 de setembro de 2013

Desabafos da madrugada

Engraçado como as alegrias de outrem me podem trazer tanta tristeza... Egoísmo intolerável, o meu!

"Egoísmo não é viver à nossa maneira, mas desejar que os outros vivam como nós queremos."
Oscar Wilde

4 de setembro de 2013

Desabafos da madrugada

Devíamos pensar em todos os nossos erros do passado antes de criticar as atitudes de outrem, principalmente quanto tão pouco sabemos sobre esse pecador...

13 de agosto de 2013

Desabafos da madrugada

Se o verdadeiro triste é aquele que, outrora, já presenciou a felicidade, pergunto-me porque não tenho memórias da mesma...

14 de junho de 2013

Desabafos de Madrugada #1

Temos sonhos. Sonhos que nascem e crescem connosco, que sempre estiveram lá, e outros, que surgem com o tempo. Temos sonhos vivos e esperançosos e outros que estão enterrados no meio da merda mental. E apesar do mau cheiro gostamos de escavar por entre as toneladas de memórias merdosas só para os relembrar… E nos sentirmos ainda mais incompetentes e inúteis pela nossa incapacidade de realizar o que quer que seja. Natureza masoquista, a do ser humano. Triste natureza masoquista!

Muitos dos sonhos que temos são objectivos irreais. Temos total consciência que os mesmos nunca se irão concretizar, mas, mesmo assim, mantemo-los vivos, só pela sua beleza. Pois quem não gosta de coisas belas? Principalmente quando são nossas. Porque as dos outros, essas, são sempre mais imperfeitas e, de certo modo, nojentas. Inveja e egoísmo a despertar, people!

E depois temos os sonhos menos apetecíveis, e, portanto, mais reais e, muito possivelmente, realizáveis. Se!, e só se quisermos dar-nos ao trabalho de lutar pelos mesmos. Mas para quê lutar por algo quando nos podemos contentar com o que nos é dado de mão beijada? Preguicite aguda: causa de morte de milhões desde sempre!
Por mais que estes sejam ou não possíveis gostamos de os manter connosco, ou de criar novos. Uma vez que sonhos são mesmo isso, sonhos. Meras ilusões da mente que poderão nunca se realizar. Mas não faz mal. A esperança que vive na ilusão ajuda-nos. Mantem-nos vivos. E é por isso que sonhamos, até enquanto dormimos.


"A ilusão nunca se transformou em algo real..."
~Torn
Natalie Imbruglia