30 de dezembro de 2013

Devilish


Nunca compreenderei quem me categoriza como boa pessoa, é uma ridícula opinião sobre a minha humanidade. Talvez a sua conclusão provenha do reflexo da minha boa educação para com algumas pessoas, no entanto, não deixam de estar redondamente errados. 
Tenho uma mente psicótica, com ideias perversas (não no sentido depravado da sua definição) que alimentam o meu sadismo, por vezes com escalas assustadoras. Sou respondona, originando facilmente discussões imbecis, irritações desnecessárias e frustrações sem sentido. Gosto de provocar medo e desconforto em terceiros devido á minha síndrome de superioridade. Nunca estou satisfeita, sou perfeccionista para com os outros e não para comigo, tornando-me continuamente descontente com tudo e todos, com o mundo. Anseio sempre por aquilo que não tenho. Tudo para mim é um bicho-de-sete-cabeças e uma tempestade num copo de água, o que justifica os meus amuos inexplicáveis. Sou invejosa e ciumenta. Odeio seres humanos, desejo mal a quem não gosto e apenas ajudo quando me convém ou em momentos esporádicos de bondade. Minto constantemente, sem sentir culpa ou desconforto. Tenho maioritariamente morais errados.
Tudo isto, e muito mais, tornam-me, sem dúvida, indigna da designação de boa pessoa. Portanto, só posso tirar duas possíveis conclusões: ou não me conhecem verdadeiramente ou a minha definição de boa pessoa não é equivalente a deles.

27 de dezembro de 2013

Inside Demons

Imagina um espelho capaz  de reflectir a tua personalidade... 
Terias coragem de ver?

26 de dezembro de 2013

Just Another S***** Day

Nem todos os dias tenho vontade de rir, de conversar e de levar tudo na brincadeira... 
Hoje é um desses dias...

16 de dezembro de 2013

Special K #4 FINALE


Acordei atordoada. Senti o meu corpo pesado e dormente, contorcendo-se contra a rigidez do mesmo. Respirei profundamente e minúsculas partículas de pó apoderaram-se das minhas narinas, originando um cheiro áspero e agonizante. Ao abrir os olhos, ainda cansados, apercebi-me que tinha adormecido no tapete da sala. No entanto, não me lembrava de como tinha lá chegado.
Levantei-me a custo, apoiando-me no sofá duro, de modo a não cair devido às tonturas que confundiam a minha visão e equilíbrio. Sentia-me fraca, enjoada, doente. Estava de ressaca.
Com o peso do corpo apoiado contra a parede e arrastando os pés no chão, dirigi-me em passo lento até á casa de banho. Evitei o meu reflexo no espelho, pois desconfiava da minha aparência. Um tom de pele extremamente pálido, uns olhos ensanguentados e umas olheiras proeminentes. Passei a mão pelo cabelo, sentindo-o empapado, resultado de uma noite atordoada.
Entrei na banheira ainda com a roupa vestida, colocando-me por baixo da água corrente. A sua temperatura gélida queimava-me a pele e provocava-me arrepios que se difundiam pelos meus músculos e ossos, fazendo os meus dentes estremecerem incontrolavelmente. Estava a castigar-me pela minha recaída de proporções universais, pela desilusão que a Rose sentiria se me visse neste estado decadente, uma possibilidade que me aterrorizava.
As minhas memórias encontravam-se desalinhadas, incompletas, enubladas. Reduzidas a pequenos fragmentos sem sentido, sem noção do tempo. Não sabia que dia era, nem quantos tinham passado.
De corpo e roupas ensopadas, dirigi-me para o quarto, deixando um rasto de pegadas de água no soalho. Despejei o conteúdo da minha mala para cima da cama, com o intuito de encontrar mais facilmente o telemóvel, o qual se encontrava desligado. E assim permaneceu. Ignorei as minhas dúvidas quanto ao dia em que me encontrava assim que vi as horas no relógio digital que se encontrava na mesa-de-cabeceira ao lado da minha cama. Se me despachasse ainda conseguiria visitar a Rose.
Vesti umas roupas secas e limpas e escovei rapidamente o cabelo, apanhando-o num rabo-de-cavalo desmazelado de modo a disfarçar o seu mau aspecto. Peguei no casaco de cabedal, nos óculos de sol e no mp3 e sai de casa. Num passo acelerado dirigi-me até á paragem de autocarro, enquanto colocava os phones nos ouvidos e o volume no máximo.
Á medida que me aproximava do hospital, a ansiedade aumentava. Tinha medo de a ver. Não tinha uma razão que justificasse a minha ausência por um período de tempo cuja duração me era uma incógnita. Respirei fundo e ao remexer no interior dos bolsos do meu casaco encontrei o que restava de um maço de tabaco. Acendi um dos cigarros acidentados e fumei-o apressadamente.
Percorri os mesmos corredores que das outras vezes, senti a mesma náusea e desconforto, ouvi os mesmos sons de pessoas que se queixavam de dores ou de familiares que vociferavam o seu descontentamento por alguma razão que não tentava compreender.
O mesmo segurança encontrava-se á porta e ao ver-me fez um ar admirado. Teria passado assim tanto tempo?
- Boa tarde. Que faz aqui?
- Vim passear ao hospital, o cheiro a morte e as paisagens de pessoas moribundas alegram-me o dia. – Respondi friamente, arrependendo-me segundos após o ter feito. Possuía um certo conforto com ele, talvez por todas as vezes que já lá tinha ido, talvez por ter sido o primeiro que socorreu ao meu grito de ajuda quando entrei com o corpo da Rose nas urgências, o que me permitiu ser rude. – Vim ver a Rose, como das outras vezes.
- Ninguém te disse o que aconteceu?
- O que aconteceu? O quê? Ela já foi recambiada para a clínica de reabilitação?
- Não… Não foi isso. – O seu olhar triste, trespassou-me a alma. –Susana…
Não o deixei terminar a frase, corri em direcção ao quarto da Rose, nas esperanças de ele estar errado. Entrei no quarto, e no lugar da Rose encontrava-se um desconhecido.
- Onde está a rapariga deste quarto? – Perguntei agarrando-me á primeira enfermeira que por ali passou.
- Desculpe, mas a menina não pode estar aqui, vai ter que sair.
- Por favor, diga-me só onde é que ela está… Ela chamava-se Rose…
- Lamento. Ela morreu há dois dias atrás.
A minha visão tornou-se instável e as minhas pernas perderam a força. Os sons á minha volta assemelhavam-se a ecos e nada mais fazia sentido. Apenas conseguia relembrar o dia em que entrei naquele hospital com o corpo moribundo da Rose aos meus braços. Relembrar o medo e o desespero. As lágrimas que não secavam. Os gritos de socorro e ajuda que todos ignoraram. As rezas a Deuses inexistentes para que ela acordasse e para que tudo ficasse bem. Para que ele ficasse bem. Teria dado a minha vida por ela…
Voltei á realidade, acordei deitada numa cama de hospital com o segurança ao meu lado. Ofereceu-me um copo com água e açúcar. Por momentos ficamos em silêncio.
- Sabes há quanto tempo é que não vinhas cá?
Abanei a cabeça negativamente.
- Há 15 dias… A Rose andava preocupadíssima contigo, de tal maneira que quase que roía os ossos dos dedos. – Soltou uma pequena risada, como se uma lembrança agradável lhe tivesse surgido.
- Que aconteceu?
- Foi encontrada na sala dos medicamentos… Conseguiu roubar a chave a um dos enfermeiros e quando deram pela falta já era tarde de mais.
- Irónico. – Ri-me. Parecia uma lunática. – Foi exactamente pela mesma causa que a fez cá chegar…
- Lamento. Lamento imenso!
Sai da cama:
- Obrigada. Por tudo.
Sorriu amigavelmente como resposta.
- E espero não te voltar a ver… - Gracejei, fazendo-o libertar umas poucas gargalhadas.
Despedi-me e arrestei-me para fora do hospital.

(…)

- Estou limpa há meio ano! Diz lá que não estás orgulhosa de mim?! - Conversava animadamente com a Rose.
Não, não estava doida. Nem morta! Estava no cemitério, a arruinar o arranjo floral que a mãe da minha melhor amiga lá tinha deixado.
- Um dia destes grafito-te a campa. – Ri-me, enquanto desorganizava as flores. – A tua mãe matar-me-ia, mas seria por uma boa causa!
Olhei para a fotografia, que despertou um sentimento nostálgico. Relembrei o mês que passou após a descoberta da sua partida. Dias superados às escuras, fechada no quarto. A ouvir música constantemente para abafar o som dos meus soluços de desespero. As horas passadas a chorar, intercaladas com as que dormia devido á fraqueza. A desmotivação para a vida, a vontade de acabar com tudo e desistir. Tinha sido uma injustiça. Era uma injustiça. Ela ter ido e eu ter ficado. Devia ter sido o oposto, já que ela sempre fora melhor pessoa que eu. Mas exactamente por isso que eu decidi viver e lutar, para honrar a sua outrora existência, tentando ser melhor do que alguma vez fui. Por ela e por mim. Suspirei. Olhei mais uma vez para a campa antes que desaparecesse do meu campo de visão, á medida que me aproximava da saída.
Tinha tantas saudades dela…

The End

15 de dezembro de 2013

Red Eyes & Red City


"Vermelho é a cor da vida. É sangue, paixão, raiva. É o fluxo menstrual e após o nascimento. Inícios e fins violentos. O vermelho é a cor do amor. Corações batendo e lábios famintos. Rosas, dias de São Valentim, cerejas. Vermelho é a cor da vergonha. Faces carmesim e sangue derramado. Corações partidos, veias abertas. Um desejo ardente de voltar ao branco." 
Mary Hogan

9 de dezembro de 2013

Desabafos da Madrugada

Estava a reflectir sobre a minha depressão. Devo-lhe muitos momentos de inspiração, que a medicação matou (juntamente com alguns neurónios e, talvez, o meu fígado). Por outro lado, a minha fuga à mesma tem estado controlada (nenhuma recaída em dois meses, o que para mim é muito). No entanto, não posso agradecer unicamente à medicação pelo enjaulamento deste vício. 

Há pouco tempo atrás, tive uma grande recaída emocional sobre a qual tive que falar à psicóloga (e, infelizmente, também a demonstrei). Nessa vez tive força suficiente para não recorrer ao meu escapamento emocional, o que a deixou orgulhosa de mim.
Não sei se foi pelo sentimento de aceitação que me proporcionou, pela ideia que ainda consigo fazer alguma coisa bem, mas desde esse dia que não penso tanto nesse vício, e por isso tenho que lhe agradecer, de certo modo…

E, apesar de ainda me questionar se realmente quero ficar curada da minha depressão, pelo menos sei que esse método para atenuar a dor emocional está suficientemente bem acorrentado, pelo menos por agora.

8 de dezembro de 2013

6 de dezembro de 2013

4 de dezembro de 2013

3 de dezembro de 2013

Em Movimento


Não gosto da monotonia, tendo efeitos desesperativos a longo prazo. Permanecer prolongadamente nas mesmas situações cansa-me e estar sempre nos mesmos sítios aborrece-me. Torno-me ansiosa por novidades, independentemente do que forem.
Necessito de estar em constante movimento, quer seja físico, emocional e/ou mental. E uma pausa duradoura torna-se dolorosa. 
Não sou um ser estático e, por isso, não vou ficar aqui para sempre. Portanto, é melhor apressares-te!



1 de dezembro de 2013

Hipocrisia #2

Eu apaixono-me à primeira vista porque a personalidade é o que interessa ;)



30 de novembro de 2013

29 de novembro de 2013

When I Wake Up I’m Afraid



Que queres que diga? Que tenho medo? Eu tenho medo! Muito medo. Tenho medo de acreditar numa irrealidade camuflada, em sentimentos inexistentes e em esperanças fictícias. Medo de ser espezinhada e desprezada, enganada e trocada, abandonada e magoada. Medo de nada valer a pena e de ser tudo em vão. Medo de me sentir lixo, outra vez…


"Part of me is afraid to get close to people because I'm afraid that they're going to leave."
Marilyn Manson

28 de novembro de 2013

Torn

Estou desiludida com este blog. A sua criação tinha como principal objectivo libertar-me de sentimentos e revoltas que me atormentam emocionalmente, uma vez que sou uma pessoa muito angustiada com o mundo. Mas entrou em decadência, em menos de um ano…
Os textos tornaram-se cada vez mais curtos, sendo substituídos por simples frases, imagens e mesmo insignificantes smiles.
E apesar da falta de inspiração ser uma das causas, não é a mais preocupante. Ideias não me faltam, mas a paciência de as transcrever para o “papel” em forma de palavras é quase inexistente. A preguiça mental atingiu dimensões estrondosas incapacitando-me de organizar as minhas ideias. 
Escrever era uma das poucas coisas que ainda me era aprazível, mas tornou-se fatigante e, aparentemente, irrelevante para a minha estabilidade emocional.
Mas, no fundo, estou é desiludida comigo mesma, enquanto escritora, enquanto pessoa…

18 de novembro de 2013

Overdose de Pensamentos

Estou num labirinto sem saída. Ando em voltas, percorrendo vezes e vezes sem conta os mesmos corredores. Nas paredes estão reflectidas todas as minhas dúvidas. 
Devido ao tédio da monotonia, escolho um dos pontos de interrogação retratados e alimento-o com as minhas incertezas, fazendo-o crescer até atingir dimensões que provocam a obstrução da passagem. Sou, então, obrigada a escolher um novo trajecto onde novas indecisões surgirão. E assim se prolonga o meu processo de reflexão autodestrutivo. 
Toda esta desordem mental é uma consequência do meu vício, da minha mania de pensar demais e sem parar sobre tudo e todos.

"Would you tell me, please, which way I ought to go from here?"
"That depends a good deal on where you want to get to," said the Cat.
"I don't much care where –" said Alice.
"Then it doesn't matter which way you go," said the Cat.
"– so long as I get somewhere," Alice added as an explanation.
"Oh, you're sure to do that," said the Cat, "if you only walk long enough."
~Alice's Adventures in Wonderland

11 de novembro de 2013

Little Bunny Foo Foo



Once upon a time there was Fox and Rabbit.
Unfortunately the nature of Fox and Rabbit made it impossible for the two to remain friends.
Mostly because Rabbit is a twisted fucking sociopath.

10 de novembro de 2013

Crazy Love

Mais uma vez surgiu-me mais uma dúvida sobre esse sentimento irreal designado por amor. Pergunto-me o que o distingue da obsessão e quais as suas fronteiras, já que quando, aparentemente, amamos alguém, queremos estar constantemente com esse ser e saber tudo sobre ele. Pelo menos foi isso o que compreendi das relações amorosas das quais sou mera espectadora. 
Mas até que ponto o amor pode ser justificável? Penso que é fundamento para um conhecimento aprofundado do amado, mas e para o seu controlo? Para a necessidade de o modificar para melhor se adaptar ao fornecedor do afecto?
E até que ponto podemos aceitar toda a falsidade em que não só esse ser está envolvido mas também a própria relação?
Qual é o limite deste sentimento? A aceitação cega é permitida?
Querer estar com essa pessoa independentemente de tudo, de todas as mentiras, traições e fraudes, de todos os passados enublados e mal contados, de todas as desculpas esfarrapadas. Querer estar com a pessoa mesmo que com o tempo ela demonstre ser tudo aquilo que mais desprezamos e detestamos. É isto amor? Ou apenas obsessão? E é um vício doentio da pessoa real ou da imagem inicial que criamos dela?
Será a fronteira entre o amor e a obsessão um muro de Berlim ou uma linha ténue de água?

3 de novembro de 2013

Gosto muito mais de Animais do que de Pessoas

O ser humano é incapaz de demonstrar gratidão pura, pois terá sempre algum descontentamento associado. É uma emoção que se torna enublada pelos sentimentos da pessoa que se demonstra agradecida.
No entanto, os animais são capazes de a expressar de uma forma tão simples, como pequenos gestos. E no outro dia fui alvo de uma dessas acções comoventes, enquanto limpava o canil onde faço voluntariado. Dois dos cães mais medrosos do canil vieram ter comigo para receber festas, sem demonstrar qualquer tipo de receio. Para mim, foi como um agradecimento pela sua box limpa, que valeu muito mais do que o que eu faço por eles. E desde de há 3 anos que continuo a lá ir, todas as semanas, por eles...

31 de outubro de 2013

Special K #3



Sentei-me no chão, encostando-me a um dos pilares ainda intactos. Quando saísse de lá teria a roupa completamente esbranquiçada devido ao pó que cobria o chão e os destroços do prédio. Todos os que se encontravam lá tinham o mesmo propósito. Drogarem-se sem que ninguém os importunasse. Eu fumava o meu charro de haxixe, em bafos longos, tentando relaxar o máximo possível.
Estava afastada do grupo e isso fez anunciar a minha presença, quando o que pretendia era exatamente o contrário. Ele levantou-se e sentou-se ao meu lado, olhando-me fixamente, enquanto eu o ignorava. Era o meu ex. Conhecemo-nos através do vício e foi ele o responsável pelo nosso relacionamento amoroso, que pouco tempo durou.
- Estás demasiado deprimida, devias experimentar isto. – Comentou tirando um saco do bolso que continha um pó branco.
- Não, obrigada. – Tratei com o desprezo, como de costume.
Sempre o tratara daquele modo, mesmo quando “andávamos” e, infelizmente, o desprezo nunca o afetava.
- Não me digas que estás com medo! – Sorriu.
Tinha um ar diabólico quando sorria o que, estranhamente, me atraia. Ao vê-lo relembrei-me que não me tinha interessado nele unicamente pelas drogas, mas, também, porque inúmeras características dele me atraiam. Ele era-me sexualmente apelativo.
- Não confundas o medo com a vontade.
- Eu não confundo, mas sei que tu estás com medo. Tens estado com medo desde que a Rosa quase morreu de overdose.
Instintivamente dei-lhe um murro com a força bruta que ainda me restava. O meu punho cerrado queixou-se quando embateu com a cara do rapaz, provavelmente doendo-me mais a mim do que a ele aquela agressão.
- Estás parva? – Rosnou enquanto se agarrava á cara.
Na minha versão agradável do futuro ele ter-se-ia levantado e me deixado sozinha, mas tal não aconteceu. Permaneceu ali, rindo-se desalmadamente poucos segundos depois de me ter ofendido.
- Eu desculpo-te. Não devia tê-lo mencionado… Como é que ela está?
Apreciei a sua preocupação, apesar de bem disfarçada com o seu ar descontraído.
- Melhorzinha… Vão mandá-la para a limpeza…
- Coitada, mas pelo menos está viva…
Olhei de soslaio voltando a levar o charro á boca. Desta vez sorriu amigavelmente.
- Deseja-lhe as melhoras quando a voltares a ver.
Preparava-se para se levantar quando o agarrei no braço.
- Prepara lá isso. – Ordenei imparcialmente olhando para o saco que ainda se encontrava no colo.
- Estava a ver que não mudavas de ideias.

29 de outubro de 2013

Cold Blooded

“Não acredito que estou outra vez a chorar por causa disto…” penso, enquanto conduzo o Aquiles a ouvir o cd dos The Pretty Reckless no volume máximo. Tento controlar as lágrimas, sentindo raiva de mim própria pelo motivo que as formou. Razão estúpida e antiga mas que continua a lacerar com a sua ponta aguçada. É uma fraqueza que, infelizmente, ainda se encontra presente, apesar dos seus breves momentos de hibernação que me iludem com uma falsa liberdade… E odeio a sua existência inútil que ressurge sempre com uma das tuas novas versões da história. Versões essas que me acorrentam de novo a esse sentimento desajustado e que embalam as minhas teorias de conspiração, alimentando a raiva e a insegurança que estão nas suas origens. Apenas quero a verdade, pois só ela me libertaria, em vez das mentiras e das desculpas que inventas todas as vezes que tocas no assunto, e as quais modificam conforme o receptor das mesmas. Já estou tão farta…

28 de outubro de 2013

You

Jurei nunca mais derramar lágrimas por ti, mas como o ditado diz: "Quem mais jura, mais mente"...



"You don't want me, no, you don't need me.
Like I want you, oh, like I need you
And I want you in my life
And I need you in my life
You can't see me, no, like I see you
I can't have you, no, like you have me
And I want you in my life
And I need you in my life
Love, love, love
Love, love, love
You can't feel me, no, like I feel you
I can't steal you, no, like you stole me
And I want you in my life
And I need you in my life"

23 de outubro de 2013

Blood, Blood Everywhere!!!

Finalmente, vou partilhar convosco mais pormenores interessantes sobre o livro “A, Enciclopédia dos Serial Killers, Z”, o que não ocorreu mais cedo porque o ando a ler em passo de caracol…
Aparentemente, o FBI teve necessidade de categorizar os S.K. de acordo com a duração dos seus crimes, os intervalos entre eles e a localização onde ocorrem. Assim, existem três tipos (até agora): Assassinos em Série, Assassino em Massa e Assassinos-Relâmpago.
Os assassinos em série são aqueles que cometem as suas atrocidades durante um período de tempo relativamente longo entre as quais existe um Período de Acalmia Emocional [“(…) semelhante ao descanso saciado que se segue ao sexo.”]. O espaço físico em que ocorrem não é importante para a sua distinção, pois pode consistir numa localização fixa como num vasto território.
Ao contrário do que se verifica nos assassinos-relâmpago. Os seus crimes sucedem-se em diferentes locais e ininterruptamente, não existindo o tal período de reflexão verificado nos homicidas acima descritos.
Um assassino em massa é aquele que “fica” subitamente louco, e mata um grande número de vítimas que se encontrem no local onde ocorre a sua explosão, incluindo ele próprio, na maioria dos casos, sendo, por isso, designados por “bombas relógio humanas”.
E é tudo, por agora…

21 de outubro de 2013

"Artigo Perverso mas Divertido"

Dica: Para melhor visualização carregar sobre a imagem.

Quem me dera ser capaz de organizar a minha vida com a mesma metodologia exuberante deste Psycho... 

10 de outubro de 2013

Special K #2



Entrei naquele edifício branco, com paredes brancas, cadeiras brancas, portas brancas e até pessoas de batas brancas. Toda aquela “luminosidade” e “puridade” provocavam-me dores de cabeça e o cheiro a químicos e morte davam-me a volta ao estômago.
Passei pelo porteiro que, como já me conhecia, apenas me deu um cartão de visitante e deixou-me entrar, sem fazer qualquer pergunta.
Segui pelo corredor, evitando observar os humanos deitados nas macas que ali tinham sido “estacionadas” e entrei no quarto.
- Bom dia! – Cumprimentou-me com um largo sorriso nos lábios.
Retribui o sorriso, aproximei-me da cama e beijei-lhe a testa.
- Vieste em boa altura, os meus pais não vêm de manhã, e o enfermeiro sexy arranjou-me mousse de chocolate! – Comentou animadamente apontando para o tabuleiro com o seu pequeno-almoço que se encontrava na mesa amovível da cama.
Não compreendia como ela podia estar tão bem humorada, mesmo estando ali, naquelas condições. Mas a sua vivacidade permanente era uma das características que sempre lhe invejara e que me faziam admirá-la tanto.
- Estás com bom aspecto. – Comentei por fim.
- O mesmo não se pode dizer de ti! – Respondeu, rindo-se em seguida. – Nem sequer fizeste o risco nos olhos! Estavas assim tão desesperada por me ver?
- Completamente! – Comentei rapidamente desviando o olhar do dela para a janela.
- Dormiste mal de novo? – Ela conhecia-me demasiado bem.
- Não me lembro… Não me lembro de adormecer, só de acordar. – Respondi.
- Tu não voltaste a…
- Já te disseram alguma coisa? – Interrompia rapidamente, já sabia o que ela me ia perguntar, e não queria mentir-lhe.
O seu sorriso desvanecera-se. O seu olhar, agora aterrorizado, dirigiu-se para as suas mãos, que comprimiam entre os dedos os lençóis, também brancos, da cama do hospital.
- Vão ter que me mandar para uma clínica de reabilitação, provavelmente até ao fim de semana… - Comentou engolindo em seco. – Não me vão deixar ter visitas durante os primeiros meses.
As suas faces coraram ao de leve e os seus olhos tornaram-se mais brilhantes, e apesar de estar prestes a chorar, sabia que ela não o faria. Pelo menos não á minha frente.
- Devias vir comigo. 
Ri-me.
- Estou a falar a sério! Faria-te bem!
- Eu não preciso disso!
- Eu sei que ainda não largaste as drogas, está escrito em toda a tua cara! Não podes enganar uma toxicodependente.
Suspirei frustradamente. Pensei em negar a veracidade das suas palavras, mas discutir com ela não me pareceu uma opção.
- Se os teus pais me vissem lá, matavam-me. Eles já não gostam de mim, se me vissem na mesma clínica que tu, iriam-me acusar de atrasar o teu tratamento, devido à má companhia que sou. - Comentei.
- Palavras sábias, as tuas… Desde quando te tornaste tão inteligente?
Riu-se da sua própria piada, enquanto eu apenas lhe sorri amavelmente, como fazia desde o dia em que tive que entrar com o seu corpo moribundo nas urgências. Fechei os olhos tentando afastar a memória daquele dia, ainda tão presente na minha consciência. Não o conseguia esquecer.
- Já comeste hoje? – Perguntou.
- Já. – Menti.
- Tens que comer, estás muito magra, e muito pálida. Estás com ar mais doente que eu. E eu é que estou internada!
- Preocupa-te unicamente com a tua saúde, agora. Eu cuido da minha.
- És a minha melhor amiga, Suza, é normal que me preocupe contigo.
Olhei para o relógio. Estava atrasada.
- Eu sei, Rose.
Rosa era a minha alma gémea.  Éramos inseparáveis e imaginar a minha vida sem ela, sem a presença da minha melhor amiga era insuportável. Mas desde daquele dia que essa possibilidade me parecia mais real e assustadora.
- Tens que ir, não é?
Acenei afirmativamente. Despedi-me dela com dois beijos e sai apressadamente do hospital.

4 de outubro de 2013

Personalidades Psicopáticas

“DEIXE-SE LEVAR NUMA VISITA GUIADA AO ARREPIANTE MUNDO DOS ASSASSINOS EM SERIE” diz a contracapa do livro “A, enciclopédia dos Serial Killers, Z” que comecei a ler. É um livro (caso ainda não tenham percebido) que relata histórias verídicas de homicídios, casos horripilantes que despertam em nós “(…) uma atracção macabra.” e que “apelam (…) ao nosso interesse mórbido(…)". É um assunto que sempre me despertou alguma curiosidade, talvez devido à minha personalidade sorumbática.
As duas primeiras páginas consistem numa lista de alguns dos nomes e respectivas alcunhas da interminável e inacabada lista de assassinos. A maioria das alcunhas, após o ano de 1800, foi estabelecida pelos meios de comunicação, mas, independentemente da sua origem, penso que as mesmas deveriam despertar algum medo aquando a sua leitura, que nos provocasse “arrepios na espinha”. No entanto, isso não acontece em todos os casos. Existem cognomes como “O Anjo da Morte”, “A Condessa Sanguinária”, “O Demónio Vermelho”, “O Palhaço Assassino”, entre outros. E existem outros não tão assustadores.
Por exemplo, o caso do Gary Carlton, conhecido como “O Estrangulador das Meias”. Peço desculpa, mas o que imagino é um homem a dar nós em meias e a rir-se que nem um lunático. Ou William Heirens, “O Assassino do Batom”, que também não me desperta qualquer receio, dá-me mais a ideia de alguém no mundo da moda que arruinou a sua própria reputação pela utilização desadequada de um batom. Ou “A Besta do Sexo” (Melvin Rees), que parece mais referir-se a um actor pornográfico. Ou então isto apenas ocorre na minha mente distorcida.
Vou continuar a lê-lo e se descobrir mais algum pormenor possivelmente interessante Informar-vos-ei.


3 de outubro de 2013

Special K #1


O meu despertador tocou. Levantei-me pesadamente e apoiei firmemente os pés descalços no chão gélido, sentindo um arrepio percorrer-me a espinha. Tinha adormecido de novo na casa de banho e tive que me dirigir à divisão do lado para desligar o som irritante que me despertou. Voltei para a casa de banho e coloquei-me debaixo do chuveiro. Não esperei que a água aquece-se, acabando por tomar banho de água gelada, que me congelou a pele e me fez doer os ossos. Mas a dor física nada se comparava com a instabilidade emocional em que me encontrava.
Apercebi-me que estava bastante consciente dos meus actos quando passei em frente do espelho de “corpo inteiro” que se encontrava num dos cantos do meu quarto. Já não me sentia assim há algumas semanas, senão meses. Observei o reflexo do meu corpo nu e apercebi-me do estado degradado em que me encontrava.
A minha pele estava coberta de inúmeras nódoas negras cuja origem desconhecia. Os ossos das minhas articulações e costelas encontravam-se extremamente salientes, dando-me um aspecto de sub nutrida, o que não era inteiramente mentira, e, agora que pensava nisso, não me conseguia recordar da última refeição que realizara.
Olhei para a minha cara, encontrava-se lastimável. Tinha olheiras bastante marcadas, que salientavam mais os meus olhos avermelhados pelo sangue, e as minhas bochechas antigamente arredondadas tinham desaparecido, deixando em seu lugar uma cova marcada abaixo de um osso malar vistoso e proeminente. Era demasiado alta e estava demasiado magra.
Do armário arranquei do monte de roupa uns jeans pretos e um top preto de licra. Calcei umas botas de tropa e prendi uma corrente nas presilhas das calças. Procurei um elástico na minha cómoda desarrumada para prender o meu cabelo desgastado e mal tratado com pontas espigadas evidentes. Relembrei-o como era a alguns anos atrás. Longo, sedoso, bem tratado e sempre apresentável, com algumas madeixas vermelhas e um volume exagerado e desejei que réstias desse aspeto tivessem permanecido, unicamente por ser a única coisa que apreciava em mim. Mas agora já nada disso interessava.
Abri uma das gavetas da minha mesinha de cabeceira agradecendo a todos os santos por ainda não ter terminado os charros já enrolados. Agarrei num par, metendo-os dentro da mochila.
Sai de casa e olhei em redor, tendo que me relembrar que já não tinha o carro. Tinha o vendido para poder suportar o meu vício. Encolhi os ombros, ignorando as lições de moral que teimavam em surgir no meu pensamento, e dirigi-me para a paragem de autocarro.

2 de outubro de 2013

Confissões de uma sociopata

"Para explicar as suas más acções, as pessoas costumam dizer que “se passaram”. Eu conheço esse sentimento. Fiquei ali por um momento, deixando a minha raiva chegar à parte do cérebro responsável pela tomada de decisões, e, de repente, fiquei calma e com um propósito. Pisquei os olhos e ajeitei o maxilar. Comecei a segui-lo. A adrenalina começou a fluir, a minha boca ficou com um sabor a metal. Esforcei-me para manter a minha visão periférica focada, extremamente consciente de tudo em meu redor, tentando prever os movimentos da multidão. A minha esperança era que ele entrasse num corredor deserto, onde eu o encontraria sozinho. Uma imagem veio à minha mente: as minhas mãos em volta do seu pescoço, os meus dedos cravados na sua garganta, a sua vida fugindo sob o meu alcance implacável. Tão certo que isso seria. Mas fui apanhada numa fantasia megalomaníaca. E no final isso não importou; perdi-o de vista."
~M. E. Thomas

1 de outubro de 2013

I'm not a Serial Killer

"- Porque é que ‘tás com um sorriso tão grande? 
- És um tipo à maneira, Rob.
- O quê?
- És um tipo à maneira. Tens um belo fato e gosto sobretudo do buraco de bala na testa.
- Estas a gozar comigo?
- Não
- Acho que ‘tas a sorrir porque és um grande atrasado. Dah, sou um palhaço contente.
- Tu… Ouvi dizer que te saíste bem naquele teste de matemática ontem. Boa.
- Ouve lá, ó anormal, esta é a festa para as pessoas normais. A festa das aberrações é ao fundo do corredor, na casa de banho, com os góticos. Porque e que não te pões a andar?
- Estou a sorrir porque estou a pensar no aspecto das tuas entranhas.
- O quê?
- Fui diagnosticado com sociopatia. Sabes o que é que isso quer dizer?
- Quer dizer que és um anormal.
- Quer dizer que, para mim, és tão importante como uma caixa de cartão. Não passas de uma coisa… um bocado de lixo que ninguém atirou fora ainda. É isso que queres que te diga?
- Cala-te.
- O que se passa com as caixas, é que podem ser abertas. Mesmo que sejam completamente enfadonhas por fora, podem ter qualquer coisa de interessante lá dentro. Por isso, enquanto tu dizes essas coisas enfadonhas e estúpidas, eu vou imaginando como seria abrir-te ao meio e ver o que tens aí dentro. O que se passa, Rob, é que eu não quero abrir-te. Não é assim que quero ser. Por isso, criei uma regra para mim mesmo: sempre que quero abrir uma pessoa ao meio, em vez disso, digo-lhe qualquer coisa simpática. E é por isso que eu te digo, Rob Anders do número 232 da Carnation Street, que és um tipo à maneira."

27 de setembro de 2013

Claire de Lune

Comparemos felicidade com a caça de borboletas sob a vista de um coleccionador.
Sabem muito sobre este espécime e, através desse conhecimento, decidem quais é que querem para a sua colecção. Após a decisão vão à sua procura. 
E assim começa a caça! 
Esperam pacientemente e quando a encontram, apanham-na com movimentos ágeis e com o "timing" perfeito. Assim ficam estas belas criaturas presas nas redes, na sua sentença de morte.
Para manterem a sua beleza são colocadas em vitrinas, depois de mergulhadas em inúmeros produtos que irão conservar a sua aparência inicial. Mas com o tempo essas características desvanecem, ficam enrugadas e envelhecidas, com cores mórbidas... Observá-las torna-se enfadonho. Transformam-se, rapidamente, em lixo o que requer uma nova caça. Porque o que é velho e defeituoso, o que é habitual não nos contenta... O que queremos é a novidade, o que não temos. 
É isso o que nos trará felicidade!
Mas nunca a vamos conseguir agarrar, escapar-se-á sempre por entre os nossos dedos. Mesmo tendo conhecimento de como a obter, nunca a capturemos, porque a felicidade não foi feita para ser sentida mas, sim, sonhada.
Assim, eu sei como a poderia alcançar, sonho recorrentemente com tal felicidade, mas também sei que a mesma é impossível… Porque nunca te terei…


"Don't go, tell me that the lights won't change, 
Tell me that you'll feel the same, and we'll stay here forever,
Don't go, tell me that the lights won't change,
Tell me that it'll stay the same..."
~Flight Facilities

26 de setembro de 2013

Bleed my heart out on this paper


Está tudo aqui. Preto e branco e vermelho, por todas as vezes que aquelas palavras não foram ditas.

25 de setembro de 2013

Racionalidade Inútil

O ser humano tem uma natureza enervante, não intencionalmente. Irritam-me, estando eu própria incluída neste grupo insuportável.
Pensamos demais o que nos complica a vida. A tomada de decisões torna-se numa tarefa difícil, a simplicidade é transformada em bichos de sete cabeças, o óbvio em situações de vida ou de morte.
Impedimo-nos de viver, de aproveitar os curtos momentos agradáveis devido aos "senãos" associados, negando-nos a possibilidade de alcançar a felicidade.
Assim, apenas temos percepção da infelicidade, dependendo de cada um o modo como ela nos afecta.

Talvez seja esta a maldição da racionalidade…


19 de setembro de 2013

Sadness and Sorrow

“É um sentimento estranho. Estou triste, chateado, desanimado. Mas o culpado sou eu mesmo.”
~Asteroth l Psicopata Anônimo

18 de setembro de 2013

Desabafos da madrugada

Engraçado como as alegrias de outrem me podem trazer tanta tristeza... Egoísmo intolerável, o meu!

"Egoísmo não é viver à nossa maneira, mas desejar que os outros vivam como nós queremos."
Oscar Wilde

12 de setembro de 2013

Heima

“Lisboa, 12 de Setembro de 2013

Querida Mente,
Conheces-me, sabes quais os meus vícios e as minhas características. Portanto, compreendo que me queiras satisfazer a minha tendência masoquista alimentando a minha necessidade de tristeza, e, por mais que aprecie a minha depressão, penso que está na altura de a acalmar.
Por isso, peço-te, imploro-te que pares! Que pares de me trazer sentimentos nostálgicos, esperanças de futuros impossíveis e memórias dolorosas.
Chega! Isto tem que acabar! Eu não consigo suportar tal tortura, à qual me submetes vezes e vezes sem conta.
Esta dor já se prolonga à demasiado tempo…

Beijos,


Zen** ”

8 de setembro de 2013

Palavreado Presunçoso

Aclamam a igualdade entre sexos, mas, no entanto, não passa de palavreado presunçoso. A mulher moderna continua a ser rebaixada e desvalorizada, aquando se segue uma mentalidade baseada em morais antigos. Nem todos os valores são intemporais, alguns requerem uma evolução para poderem acompanhar uma mentalidade mais contemporânea e compreensível.
A mulher é criticada, inúmeras vezes, quando adopta comportamentos “masculinos”, a sua integridade é difamada e as suas atitudes depreciadas. Ao contrário do que se verifica no homem, na qual as mesmas atitudes já são símbolo de masculinidade e poder. Então onde está a tão reconhecida igualdade?
Em ambos os casos, há atitudes correctas e erradas, independentemente do sexo do indivíduo, e a sua distinção é da responsabilidade de cada um e dos morais que defendem, nunca esquecendo que ambos os sexos têm (supostamente) os mesmos direitos.

5 de setembro de 2013

Hipocrisia #1

"Eu não concordo, mas não crítico". No entanto, vou expressar a minha opinião extremamente reprovadora quanto ao assunto. Mas ATENÇÃO eu não estou a criticar. ;)

4 de setembro de 2013

Desabafos da madrugada

Devíamos pensar em todos os nossos erros do passado antes de criticar as atitudes de outrem, principalmente quanto tão pouco sabemos sobre esse pecador...

3 de setembro de 2013

Belief by John Mayer

Todos nós possuímos crenças, convicções que aceitamos como moralmente e eticamente correctas. Teoricamente, defendemo-las e actuamos segundo as suas premissas, de modo a mantermos a nossa consciência limpa e livre de arrependimentos.
Mas sendo as crenças pessoais, quais os critérios que as definem como aceitáveis e correctas?
Não considero as minhas crenças como erradas e tenho ideais correctos e, praticamente, inflexíveis. Sou da opinião que as defenderei até que a morte nos separe. No entanto, nos últimos tempos tenho me comportado contrariamente aos meus próprios ideais, mesmo sabendo que essas atitudes não são as mais correctas, pelo menos aos meus olhos.
Pergunto-me como é possível chegar a uma situação de tal modo extremista que passamos a despeitar-nos por completo. Cria sentimentos de ódio, repugnância e culpa, desestabilizando o meu estado emocional, o que não contribui para a cura da minha depressão.
Espero que esta fase de “rebeldia” termine rapidamente.


"O que há de bom ou mau em qualquer crença, «qualquer», é o modo como se crê. O bem ou o mal estão no psiquismo do crente, não na crença."
Fernando Pessoa

13 de agosto de 2013

Desabafos da madrugada

Se o verdadeiro triste é aquele que, outrora, já presenciou a felicidade, pergunto-me porque não tenho memórias da mesma...

9 de agosto de 2013

Last Resort


Auto-mutilação...
É uma fuga do desespero, que, rapidamente, se transforma numa necessidade.
É um vicio... E, como todos os vícios, difícil de se libertar do mesmo.
É um problema, e não um modo de exibição. A sua cura requer muita força de vontade, muito apoio, e, mesmo assim, podem nunca se libertar completamente do mesmo.
No entanto, existem muitos que o fazem unicamente como exibicionistas, sendo por culpa desses que os que praticam auto-mutilação, como refugio da dor, não são respeitados. É por causa deles que esse problema tão real é considerado uma mania.
Auto-mutilação não é uma moda, nem um modo de se destacarem na sociedade. Não se tornam "diferentes" por o praticarem. Mas, sim, um pedido de ajuda, um grito por socorro...

26 de julho de 2013

Blackbird

A liberdade deve ser maravilhosa...
Basta observarmos os pássaros para a compreendermos, a esvoaçarem livremente para onde quiserem, quando quiserem...
Caso contrario, porque cantariam tanto?