27 de setembro de 2013

Claire de Lune

Comparemos felicidade com a caça de borboletas sob a vista de um coleccionador.
Sabem muito sobre este espécime e, através desse conhecimento, decidem quais é que querem para a sua colecção. Após a decisão vão à sua procura. 
E assim começa a caça! 
Esperam pacientemente e quando a encontram, apanham-na com movimentos ágeis e com o "timing" perfeito. Assim ficam estas belas criaturas presas nas redes, na sua sentença de morte.
Para manterem a sua beleza são colocadas em vitrinas, depois de mergulhadas em inúmeros produtos que irão conservar a sua aparência inicial. Mas com o tempo essas características desvanecem, ficam enrugadas e envelhecidas, com cores mórbidas... Observá-las torna-se enfadonho. Transformam-se, rapidamente, em lixo o que requer uma nova caça. Porque o que é velho e defeituoso, o que é habitual não nos contenta... O que queremos é a novidade, o que não temos. 
É isso o que nos trará felicidade!
Mas nunca a vamos conseguir agarrar, escapar-se-á sempre por entre os nossos dedos. Mesmo tendo conhecimento de como a obter, nunca a capturemos, porque a felicidade não foi feita para ser sentida mas, sim, sonhada.
Assim, eu sei como a poderia alcançar, sonho recorrentemente com tal felicidade, mas também sei que a mesma é impossível… Porque nunca te terei…


"Don't go, tell me that the lights won't change, 
Tell me that you'll feel the same, and we'll stay here forever,
Don't go, tell me that the lights won't change,
Tell me that it'll stay the same..."
~Flight Facilities

26 de setembro de 2013

Bleed my heart out on this paper


Está tudo aqui. Preto e branco e vermelho, por todas as vezes que aquelas palavras não foram ditas.

25 de setembro de 2013

Racionalidade Inútil

O ser humano tem uma natureza enervante, não intencionalmente. Irritam-me, estando eu própria incluída neste grupo insuportável.
Pensamos demais o que nos complica a vida. A tomada de decisões torna-se numa tarefa difícil, a simplicidade é transformada em bichos de sete cabeças, o óbvio em situações de vida ou de morte.
Impedimo-nos de viver, de aproveitar os curtos momentos agradáveis devido aos "senãos" associados, negando-nos a possibilidade de alcançar a felicidade.
Assim, apenas temos percepção da infelicidade, dependendo de cada um o modo como ela nos afecta.

Talvez seja esta a maldição da racionalidade…


19 de setembro de 2013

Sadness and Sorrow

“É um sentimento estranho. Estou triste, chateado, desanimado. Mas o culpado sou eu mesmo.”
~Asteroth l Psicopata Anônimo

18 de setembro de 2013

Desabafos da madrugada

Engraçado como as alegrias de outrem me podem trazer tanta tristeza... Egoísmo intolerável, o meu!

"Egoísmo não é viver à nossa maneira, mas desejar que os outros vivam como nós queremos."
Oscar Wilde

12 de setembro de 2013

Heima

“Lisboa, 12 de Setembro de 2013

Querida Mente,
Conheces-me, sabes quais os meus vícios e as minhas características. Portanto, compreendo que me queiras satisfazer a minha tendência masoquista alimentando a minha necessidade de tristeza, e, por mais que aprecie a minha depressão, penso que está na altura de a acalmar.
Por isso, peço-te, imploro-te que pares! Que pares de me trazer sentimentos nostálgicos, esperanças de futuros impossíveis e memórias dolorosas.
Chega! Isto tem que acabar! Eu não consigo suportar tal tortura, à qual me submetes vezes e vezes sem conta.
Esta dor já se prolonga à demasiado tempo…

Beijos,


Zen** ”

8 de setembro de 2013

Palavreado Presunçoso

Aclamam a igualdade entre sexos, mas, no entanto, não passa de palavreado presunçoso. A mulher moderna continua a ser rebaixada e desvalorizada, aquando se segue uma mentalidade baseada em morais antigos. Nem todos os valores são intemporais, alguns requerem uma evolução para poderem acompanhar uma mentalidade mais contemporânea e compreensível.
A mulher é criticada, inúmeras vezes, quando adopta comportamentos “masculinos”, a sua integridade é difamada e as suas atitudes depreciadas. Ao contrário do que se verifica no homem, na qual as mesmas atitudes já são símbolo de masculinidade e poder. Então onde está a tão reconhecida igualdade?
Em ambos os casos, há atitudes correctas e erradas, independentemente do sexo do indivíduo, e a sua distinção é da responsabilidade de cada um e dos morais que defendem, nunca esquecendo que ambos os sexos têm (supostamente) os mesmos direitos.

5 de setembro de 2013

Hipocrisia #1

"Eu não concordo, mas não crítico". No entanto, vou expressar a minha opinião extremamente reprovadora quanto ao assunto. Mas ATENÇÃO eu não estou a criticar. ;)

4 de setembro de 2013

Desabafos da madrugada

Devíamos pensar em todos os nossos erros do passado antes de criticar as atitudes de outrem, principalmente quanto tão pouco sabemos sobre esse pecador...

3 de setembro de 2013

Belief by John Mayer

Todos nós possuímos crenças, convicções que aceitamos como moralmente e eticamente correctas. Teoricamente, defendemo-las e actuamos segundo as suas premissas, de modo a mantermos a nossa consciência limpa e livre de arrependimentos.
Mas sendo as crenças pessoais, quais os critérios que as definem como aceitáveis e correctas?
Não considero as minhas crenças como erradas e tenho ideais correctos e, praticamente, inflexíveis. Sou da opinião que as defenderei até que a morte nos separe. No entanto, nos últimos tempos tenho me comportado contrariamente aos meus próprios ideais, mesmo sabendo que essas atitudes não são as mais correctas, pelo menos aos meus olhos.
Pergunto-me como é possível chegar a uma situação de tal modo extremista que passamos a despeitar-nos por completo. Cria sentimentos de ódio, repugnância e culpa, desestabilizando o meu estado emocional, o que não contribui para a cura da minha depressão.
Espero que esta fase de “rebeldia” termine rapidamente.


"O que há de bom ou mau em qualquer crença, «qualquer», é o modo como se crê. O bem ou o mal estão no psiquismo do crente, não na crença."
Fernando Pessoa