Todos nós possuímos crenças, convicções que aceitamos como moralmente e eticamente correctas. Teoricamente, defendemo-las e actuamos segundo as suas premissas, de modo a mantermos a nossa consciência limpa e livre de arrependimentos.
Mas sendo as crenças pessoais, quais os critérios que as definem como aceitáveis e correctas?
Não considero as minhas crenças como erradas e tenho ideais correctos e, praticamente, inflexíveis. Sou da opinião que as defenderei até que a morte nos separe. No entanto, nos últimos tempos tenho me comportado contrariamente aos meus próprios ideais, mesmo sabendo que essas atitudes não são as mais correctas, pelo menos aos meus olhos.
Pergunto-me como é possível chegar a uma situação de tal modo extremista que passamos a despeitar-nos por completo. Cria sentimentos de ódio, repugnância e culpa, desestabilizando o meu estado emocional, o que não contribui para a cura da minha depressão.
Espero que esta fase de “rebeldia” termine rapidamente.
"O que há de bom ou mau em qualquer crença, «qualquer», é o modo como se crê. O bem ou o mal estão no psiquismo do crente, não na crença."
Fernando Pessoa
Acho que foi a melhor coisa que escreveste até hoje!
ResponderEliminarObrigada :$
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