A musa da minha escrita é o meu estado emocional, funcionando de maneira
estranha e instável.
No meu estado “normal”, a inspiração por ela proporcionada é inconstante,
intermitente.
Por outro lado, ela e a felicidade não são grandes amigas, entrando em conflito,
impedindo a escrita de se desenvolver.
A sua grande paixão é pela minha depressão, onde surge energeticamente, com
excesso de ideias que se atropelam umas às outras. Mas quando o desespero
constante é o que consome o meu humor, a inspiração permanece lá, as ideias
multiplicam-se, mas a vontade de escrever dissipa-se.
Actualmente, eu não consigo escrever.

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