É um escudo que nos protege dos outros
e de nós próprios, dos nossos sentimentos irracionais. Permite impossibilitar o
desenvolver de afectos profundamente significativos por outrem, que o tornaram
incondicionalmente especial. Impede-nos de vivenciar, novamente, um sofrimento
outrora experimentado; de sermos, mais uma vez, os desfeitos e lacerados,
esmagados pela dor.
“Amar” torna-se, portanto, numa
capacidade impossibilitada, pausada no tempo, por sonhos que nunca se
concretizarão.
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