23 de junho de 2013

Keep Calm and Answer Me

Conheci, outrora, um ser desprezível que apoiava incondicionalmente a teoria de que “por vezes o silêncio é a melhor resposta”.
Como pode ser o silêncio tão boa resposta? Como pode ser sequer uma resposta? Apenas atormenta a mente, estimula as inseguranças, deixa a confusão prosperar no meio dos receios e sustenta a irritação despertada pela ignorância. O silêncio provoca medo. Acorda as vozes que dão forma às incertezas e às desconfianças, que crescem e tornam-se em demónios. O terror instala-se.
Uma pessoa estável consegue acorrentá-los de volta aos recantos obscuros da mente, mas eu, proprietária de uma instabilidade emocional extrema, apenas deixo-os apoderarem-se de mim.
O silêncio é a resposta dos fracos, dos cobardes. Daqueles que não querem carregar a responsabilidade das palavras. Pois com elas são tomadas decisões, e para indecisos é um comprometimento absurdamente grande.
Na minha opinião, as palavras são preferíveis, mesmo quando cortantes, pois terminam com a confusão mental. Palavras ou acções, pois estas também são boas respostas.

“O silêncio é, às vezes, o que faz mais mal quando a gente sofre.”

Florbela Espanca 

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