13 de junho de 2013

Pensamentos Suicidas

Sou uma obcecada pela morte. Uma obsessão, que apesar de bastantes a considerarem doentia, na minha sincera opinião, está bastante bem "acorrentada". Isto porque a mesma se dirige à minha pessoa e não a terceiros... pelo menos na maior parte dos casos. Mas quem é que num momento de raiva extrema não desejou a morte ao ser desprezível causador desse mesmo mau estar? Está na nossa natureza ser maliciosos, uma vez que somos predadores competitivos. 
Sou, portanto, uma obcecada pela morte, pela minha morte. Admiração tal que me faz questionar como é que ainda me encontro viva. Adoro imaginá-la, pensar nas múltiplas alternativas, desde as mais recorrentes até aos casos mais macabros. Mas a que mais atraí é a causada pelo suicídio. É o "final" mais apelativo aos mais olhos. Talvez pelo controlo que temos sobre um acontecimento que à partida é incontrolável e mesmo inesperado. Talvez pela liberdade de escolhermos como o vamos fazer e quando. Talvez pelas múltiplas opções, desde as rápidas e indolores até ás lentas e dolorosas. Verdade seja dita, que tal gosto por este assunto é também consequência da minha falta de respeito para com a vida, até porque odeio a que tenho, é monótona e entediante, carregada de azares e maus estares, desilusões e muitos outros males, que, em parte, são culpa minha. Deste modo, olho para a morte e vejo uma salvação, uma libertação, uma fuga deste mundo degradante e o alcance de uma possível paz eterna... ou não. Até porque desconhecemos o que há para lá da morte. E é pela existem deste mesmo estado de ignorância que eu considero o suicídio um acto de coragem e não de cobardia, como muitos teimam ser. Sendo esse factor o que me falta: coragem! E por isso é que continuo aqui, sentada no meu canto, tomando decisões irresponsáveis e esperando que a Dona Morte ache que a minha hora de partir chegou.

2 comentários:

  1. SadGirl04:12

    finalmente alguem nesse futil mundo me entende,ja me chamaram de doente por conta da minha obceção com a morte, por eu ver beleza no ato do suicídio, e tão tentador e tão simples,no meu ponto de vista vc pode ter desda morte mais discreta pulando de uma ponte no meio da madrugada com uma pedra amarrada ao pescoço,ninguem nunca vai descobri ate as mais dramaticas e teatrais como uma banheira,pulsos abertos tão classico
    poso ser doente mais nada me atrai tanto como a ideia do suicídio

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    1. É, sem dúvida, difícil encontrar quem nos compreenda e concordo plenamente contigo. Passo horas a pensar nisso, nas múltiplas alternativas, nos cenários possíveis, nas situações que o desencadeariam, até nos mais fúteis pormenores (como que roupa usaria, se escreveria uma carta de despedida ou não,etc...). Doente é negar a atracção ao suicídio, porque com os anos tenho reparado que todos o admiram, que todos o anseiam mais cedo ou mais tarde, nalguma fase da sua vida.
      Tenho é pena que apesar de toda esta minha obsessão, falta-me a coragem para o executar. Talvez um dia...

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